Durante o seminário promovido pelo Centro China-Brasil de Mudança Climática e Tecnologias Inovadoras para Energia, na Cidade Universitária, no Rio de Janeiro, o coordenador geral de Mudanças Climáticas da pasta, Marcos Heil Costa, disse que o Ministério da Ciência e Tecnologia pretende investir em áreas como energias renováveis, economia do conhecimento e até mesmo na economia do extrativismo de forma sustentável, sempre promovendo o desenvolvimento sustentável.
Os investimentos serão feitos por meio de editais do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e também por mecanismos da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), do próprio Ministério. Para Costa, tentar diminuir o impacto das mudanças climáticas e prever com mais rapidez esses eventos são dois desafios que o mundo terá de enfrentar nos próximos anos. A criação do Centro de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) é a primeira grande resposta do governo brasileiro às mudanças climáticas. "Desastres naturais têm ocorrido no Brasil, aparentemente cada vez mais intensos, com maior perda de vidas e de bens materiais, e o governo então criou esse centro para responder a essa ameaça", disse Costa.
O centro entrará em funcionamento em 25 municípios brasileiros, a partir de novembro e deverá estar operando 100% em quatro anos, atendendo assim a mil cidades que apresentem maior risco de desastres naturais. Costa disse ainda que, a princípio, o centro pretende monitorar três tipos de desastres naturais: deslizamentos de terra, enchentes e perdas de safra agrícola devido à seca, principalmente no Nordeste. O Ministério da Ciência e Tecnologia irá divulgar nas próximas semanas os planos de investimentos em pesquisas voltados à economia verde, afirmou Costa.
Fonte: EcoD