As vendas de refrigerantes caíram de 5,472 bilhões de litros em janeiro desse ano para 5,367 bilhões de litros no último mês de maio, um recuo de 1,9%, provocado pelo aumento de cerca de 10% no preço do produto devido à elevação na alíquota do IPI (que passou a vigorar no dia 4 de abril, depois de três anos inalterada), e também do maior custo de insumos (poliéster para produção do PET), inverno mais intenso no Sudeste, e a inflação dos alimentos.
Devido ao imposto mais alto, os preços subiram, atrapalhando as vendas, mas assegurou um resultado positivo no faturamento, que passou de R$ 11,127 bilhões para R$ 11,779 bilhões, um acréscimo de 5,86%. As vendas da Coca-Cola, líder do setor, segundo trimestre, antes os 13% registrados em 2010. A diferença também é alta na Femsa, a maior engarrafadora da Coca-Cola no mundo, cujo volume cresceu 2%, contra 8,7% no mesmo período de 2010. Já a PepsiCo e a Ambev divulgarão seus resultados no dia 11 de agosto.
O mesmo cenário se repete na produção, que até junho, chegou a 8,57 bilhões de litros, um crescimento de 1,4%. Nos primeiros seis meses do ano passado, o aumento foi de 9,6%, para 8,45 bilhões. Os dados são da Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e de Bebidas Não Alcoólicas (Abir), publicados na edição dessa segunda-feira, 25, pelo jornal Valor Econômico. A previsão é que o setor cresça 5% em 2011, ante os 7% esperados anteriormente.
Fonte: Meio&Mensagem