A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) anunciou nesta quinta-feira (14) que obteve lucro líquido de R$ 499, 65 milhões no primeiro semestre de 2011, resultado 48,2% superior ao obtido em igual período do ano passado. O lucro líquido do primeiro semestre não leva em consideração os R$ 2,3 bilhões pagos aos Correios pelo Banco do Brasil em troca do controle do Banco Postal. O Banco do Brasil venceu a licitação em maio e o contrato com os Correios foi assinado no início de julho, por isso o valor só vai entrar no balanço da empresa deste segundo semestre. De acordo com a empresa, na comparação entre os semestres as receitas subiram 11,72%, ante aumento de 9,44% das despesas.
A receita com o serviço de encomendas expressas, conhecido como Sedex, registrou salto de 18% no período. Com as encomendas não-expressas, o aumento foi ainda maior, de 21%. Já as receitas com o serviço que inclui o envio de correspondências como extratos e contas de consumo como telefone, registrou salto de 13,4%.
Atrasos
A direção dos Correios informou ainda que reduziu em 50% o volume de correspondências com atraso, ou seja, que não conseguem receber e embarcar no mesmo dia. Esse volume correspondia a 1.200 contêineres no final de 2010 e agora está em 600.O vice-presidente de Operações dos Correios, José Eduardo Xavier, disse que, em até 90 dias, a empresa deve licitar três linhas de transporte aéreo de cargas da rede postal noturna, que vão atender as regiões Norte e Nordeste. No primeiro semestre, os Correios já haviam licitado outras três linhas, duas delas na região Sul e outra no Centro Oeste.
Investimento
O presidente dos Correios, Wagner Pinheiro de Oliveira, informou que a empresa pretende investir R$ 4 bilhões entre 2012 e 2015. O valor vai ser aplicado principalmente na modernização da rede de atendimento e de informática, além de melhorias nos centros operacionais e na compra de veículos leves e pesados. Apenas em 2011, os Correios vão juntar 5.200 novos veículos à sua frota, que hoje é de 17.057 unidades.Ele reafirmou que não se cogita a abertura de capital dos Correios no governo da presidente Dilma Rousseff e que o objetivo de sua administração é "fortalecer o patrimônio público.".
Ainda de acordo com ele, a empresa não tem uma decisão sobre o investimento na criação de uma empresa para transporte de carga aérea. Mas está avaliando firmar parcerias comerciais com empresas de carga para agilizar a entrega das correspondências. Oliveira também disse que os Correios vão contratar 9.190 novos funcionários concursados neste segundo semestre de 2011, que vão repor vagas em aberto. E estuda a possibilidade de elevar essa contratação em até 50% para aumentar o quadro de empregados.
Fonte: G1