Em junho, a confiança do consumidor brasileiro voltou a mostrar estabilidade na comparação mensal, como em maio. O INEC (Índice Nacional de Expectativa do Consumidor) medido IBOPE Inteligência em junho de 2011 registrou queda de 0,3% na comparação com o mês anterior. O índice situa-se 2,6% abaixo do registrado no mesmo mês de 2010. Trata-se do menor índice desde junho de 2009, quando os consumidores ainda sentiam os efeitos da crise econômica.
Com o fim da crise, o INEC cresceu até atingir valor recorde, em outubro de 2010. A partir de então, apresentou trajetória ininterrupta de queda até abril de 2011, acumulando, no período, recuo de 7,3%. Variação em relação ao período indicado Índice de base fixa. Média de 2001=100segundo mês consecutivo sugere que a trajetória de queda mais acelerada pode ter chegado ao fim. A maioria dos componentes que formam o INEC mostra piora nas expectativas ou na situação dos consumidores na comparação mensal. O índice de expectativa de desemprego registrou a maior queda na comparação com maio (1,2%), o que denota maior pessimismo dos consumidores com relação à evolução do emprego na comparação com maio.
Mesmo com a queda, o índice encontra-se 2,9% acima do registrado em junho de 2010 e 9,5% acima da média histórica para o mês. Ou seja, a expectativa dos consumidores com relação à evolução do desemprego segue favorável, mesmo com a piora mensal. A situação é oposta à observada nas expectativas com relação à inflação. O índice de expectativa da inflação mostrou pequeno crescimento - 0,4% - na comparação com maio. No entanto, o índice encontra-se 14,4% inferior ao registrado em junho de 2010 e 13,8% abaixo da média histórica para o mês. Apesar da melhora em junho, os consumidores encontram-se especialmente receosos com a trajetória da inflação.