A jovem empresa, de apenas três anos, já está gerando receita e deve focar nisso para o ano que vem. "O ano de 2010 realmente será o ano da receita. Eu não sei se seremos lucrativos, mas temos muito tempo", afirmou Stone. Em setembro, o Twitter recebeu uma nova rodada de recursos de investidores, o que analistas afirmam ter aberto as portas para uma eventual oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) ou venda da empresa. Segundo fonte com conhecimento do caso, o novo financiamento chegou a um total de 100 milhões de dólares, o que teoricamente dá um valor de mercado à companhia de 1 bilhão de dólares.
Stone afirmou a jornalistas que não quer vender a empresa, e que exploraria alternativas a uma oferta pública inicial. "O fato é que queremos construir nossa própria empresa, uma que irá durar por um longo tempo. Se um IPO for a forma de fazer isso, então faremos", explicou ontem Stone nos bastidores de um seminário sobre empreendedorismo. "Definitivamente não estamos interessados em vender a empresa", disse. "Se um IPO for o único jeito, aí é claro. Mas se houver outro jeito, isso também seria ótimo. Talvez um outro jeito novo apareça", acrescentou durante o evento na Universidade de Oxford.
Stone não quis dar detalhes sobre como o Twitter irá apresentar aos seus usuários os anúncios no site a partir do ano que vem, mas deu uma dica de que será diferente das formas tradicionais de publicidade na internet, que incluem anúncios nas páginas e buscas patrocinadas. "Todo mundo vai adorar. Será incrível", disse ao ser questionado sobre o perigo de seus milhões de usuários não gostarem da novidade.
O Twitter, serviço para enviar mensagens de texto de até 140 caracteres para grupos de "seguidores" na web, é uma das redes sociais que mais cresce na internet.