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09/06/2011 - 10h57

Faturamento do comércio pode terminar semestre estagnado

Pesquisa da Fecomercio aponta retração do consumo de bens duráveis e concentração dos gastos com produtos essenciais
Redação

CidadeMarketing

ALTERA O
TAMANHO DA LETRA

O faturamento do comércio varejista da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) registrou, em abril, faturamento 3% inferior ao mês de março e 2,2% abaixo do que atingiu no mesmo período de 2010, segundo a Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista (e-PCCV), que é realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio) em parceria com a e-Bit.  O resultado é a segunda retração consecutiva no ano e com isso, de acordo com a assessoria técnica da Fecomercio, o faturamento acumulado no ano caiu para 0,5%, depois de ter atingido 6,5% de crescimento no primeiro bimestre de 2011.

 

O resultado da e-PCCV indica uma gradual depreciação dos determinantes do consumo - renda, emprego e crédito - ao longo dos últimos meses. A taxa de juros ao consumidor atingiu seu maior patamar nos últimos 23 meses, 46,8% ao ano, os prazos médios para pagamento permaneceram os mesmos e as concessões de crédito recuaram 2% em relação ao mês anterior. Com isso, houve uma forte retração nas vendas de eletrodomésticos e eletroeletrônicos, que são produtos de maior valor agregado e cuja compra normalmente está associada ao crédito.

 

Também a massa de rendimentos, determinada pela renda e emprego da população, apresentou variação negativa, caindo 1,5% em relação a março. Assim, o que se viu em abril foi uma concentração dos gastos em produtos essenciais, fator que influenciou positivamente as vendas nos Supermercados, um dos únicos segmentos do comércio varejista a registrar impulso em relação ao mesmo período do ano anterior.

 

Segundo a assessoria técnica da Fecomercio, os dados da e-PCCV de abril apontam a antecipação da reversão do ciclo virtuoso de vendas no comercio varejista que era esperada somente para o segundo semestre de 2011. O resultado reduz a perspectiva de faturamento para a primeira metade do ano que deve encerrar junho estagnado, com crescimento nulo em relação ao mesmo período de 2010.



 
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