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05/05/2011 - 15h54

Nova tecnologia de chips da Intel pode estimular setor móvel

Redação

FolhaOnline / Reuters

ALTERA O
TAMANHO DA LETRA

A Intel mostrou na quarta-feira (4) uma tecnologia de nova geração que permite aumentar o número de transistores em um microchip e aposta que ela permitirá recuperar seu atraso no aquecido mercado de tablets e smartphones.  A empresa acredita que a nova tecnologia, desenvolvida sob o codinome Ivy Bridge, deva entrar em uso para a produção de chips para computadores pessoais e servidores no final de 2011. Posteriormente, deverá ser empregada na produção de processadores melhores para aparelhos móveis.

 

A tecnologia de ponta --que a Intel diz constituir avanço revolucionário ao trocar os circuitos planos por um modelo tridimensional-pode, no futuro, ser uma rival para a ARM Holdings, cuja tecnologia é a preferida para os chips usados em aparelhos como o iPad, da Apple.  Os processadores da Intel servem como cérebro para mais de 80% dos computadores pessoais do mundo, mas não encontraram espaço no mercado de smartphones e tablets, e a maior fabricante mundial de chips está na corrida para recuperar o atraso.  "Isso é necessário, mas não suficiente. Há muitas outras coisas que precisamos fazer", disse Dadi Perlmutter, vice-presidente-executivo da Intel, a jornalistas.

 

Alguns analistas acreditam que a arquitetura de chips característica da Intel, conhecida como x86 e criada inicialmente para propiciar desempenho de alta qualidade em computadores pessoais, seja inerentemente inadequada para aparelhos móveis, nos quais o uso eficiente de energia é um fator decisivo.  Outros dizem que assim que a Intel, provida de amplos recursos para bancar pesquisa e desenvolvimento, se ajustar à busca de processadores com maior eficiência energética, sua tecnologia de produção permitirá que salte à frente e torne-se uma concorrente séria nos segmentos de smartphones e outros aparelhos móveis.

 

"Com a convergência entre computadores, smartphones e tablets, a Intel claramente quer se expandir além de sua base nos computadores. A questão é determinar se são capazes de desenvolver um processador com eficiência energética suficiente para ser competitivo no mercado móvel," disse Adrian Bommelaer, analista da Matrix.

 

Fonte: FolhaOnline / Reuters



 
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