
A Coca-Cola investirá US$ 5,8 bilhões, o equivalente a R$ 11 bilhões, no Brasil nos próximos cinco anos, o que representa um crescimento de 75% em relação aos aportes anunciados para o período de 2005 a 2009, de US$ 3,3 bilhões (R$ 6 bilhões). Os investimentos foram anunciados hoje pelo presidente do Conselho e diretor-executivo da The Coca-Cola Company, Muhtar Kent, que está no País para inaugurar uma fábrica de chás na região da Grande Curitiba (PR).
Além do potencial de crescimento para as operações no Brasil, que já é um dos principais mercados da Coca-Cola no mundo, a companhia vê nos eventos esportivos que serão realizados no País nos próximos anos (Copa do Mundo em 2014 e Olimpíadas de 2016) oportunidades adicionais de expansão, segundo comunicado enviado pela assessoria de imprensa da fabricante de bebidas. Em nota, Kent ressalta que nos últimos 50 anos o volume de vendas da Coca-Cola Brasil cresceu 50 vezes.
A fábrica da Leão Junior inaugurada hoje pela empresa no município de Fazenda Rio Grande, na Grande Curitiba, terá capacidade de produzir quase 11 mil toneladas de diversos tipos de chás secos por ano. Entre as bebidas fabricadas pela Leão Junior, que integra o sistema Coca-Cola desde 2007, está o tradicional Matte Leão.
A unidade foi construída de acordo com os mais avançados conceitos de sustentabilidade, sendo a primeira fábrica "verde" da Coca na América Latina. A empresa estima economias de 23% e 36% no consumo de energia e de água da nova fábrica, respectivamente, devido a diferenciais de construção, como uso de iluminação natural, aquecedores solares e coleta de água de chuvas.
Também exaltando o conceito de sustentabilidade, a empresa está lançando um produto orgânico, o Matte Granel Orgânico. No plantio orgânico da erva mate utilizada como matéria-prima, não são utilizados defensivos agrícolas ou adubos químicos, e os caminhões utilizam biodiesel para transportar a erva até a fábrica reduzindo a emissão de CO2. Na embalagem, é utilizado 100% de papel reciclado e a impressão visa redução de 90% do uso de tinta.