Esqueci minha senha
Não sou cadastrado
Seja um Membro
 
 
 
publicidade
 
 
 
 
02/05/2011 - 11h47

Supermercados começam a cobrar por sacolas plásticas

Medida pesará no bolso do consumidor, que terá de comprar mais sacos de lixo, e deve elevar em 1% rentabilidade dos supermercado
Thales Brandão

CidadeMarketing com informações do Portal iG

ALTERA O
TAMANHO DA LETRA

Na próxima segunda-feira, dia 09 de maio, na abertura da feira da Associação Paulista de Supermercados (Apas), o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o secretário estadual do Meio Ambiente, Bruno Covas, assinam um convênio que elimina a distribuição gratuita das sacolas plásticas em todo o Estado.  Os deputados estaduais de São Paulo já tentaram pôr fim ao uso das sacolinhas plásticas em 2009. Mas as duas leis aprovadas na época foram vetadas, respectivamente, pelo prefeito Gilberto Kassab e o governador José Serra.  A medida vai pesar no bolso dos consumidores e, certamente, elevará a rentabilidade dos varejistas. Estima-se que a distribuição das embalagens custe hoje 1% do faturamento dos supermercados.  Além de pagar R$ 0,19 pela embalagem, os clientes terão de comprar mais sacos de lixos, já que muitas das sacolas são reutilizadas nas residências.

 

O valor estipulado pela Apas não é muito diferente do preço cobrado pelos sacos de lixo vendidos nas prateleiras dos supermercados. Uma embalagem com 50 unidades sacos para pia e banheiro (com redução de odores) custa R$ 8,55, ou equivalente a R$ 0,17 por unidade.

 

Projeto não é lei

O convênio entre o governo e a Apas não terá força de lei, o que quer dizer que ninguém será multado se não respeitá-lo, mas deve incentivar as redes de supermercados a deixarem de fornecer as embalagens.  Segundo a Apas, em Jundiaí, onde um projeto-piloto foi implantado em 2010, a aprovação dos consumidores foi de 75% e houve uma grande redução no desperdício de sacolas plásticas.  Em um mês, de acordo com a entidade, os supermercados retiraram 80 toneladas de sacolas plásticas, enquanto o total de unidades vendidas de sacos de lixo cresceu bem menos, em apenas cerca de 20 toneladas.  Procuradas, algumas redes de supermercados responderam que estão avaliando o fim da distribuição gratuita das sacolas. "A rede Pão de Açúcar está avançando em estudos para eliminação das sacolas plásticas em conformidade com ações de conscientização e alternativas viáveis para o consumidor", afirmou a companhia, que é dona das redes Pão de Açúcar e Extra.

 

Fabricantes criticam decisão

A medida causou pôlemica entre os fabricantes de sacolas plásticas, que afirmaram que foram surpreendidos pelo anúncio, feito pelo presidente da Apas, João Galassi, há 10 dias. Tanto a Plastivida, Instituto Sócio Ambiental dos Plásticos, e a Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis (ABIEF), questionaram a decisão.  "Por que, antes de se realizarem todas as lições de casa indicadas na legislação, estão crucificando as sacolas plásticas?", escreveu Alfredo Schmitt, presidente da Abief, em um artigo enviado à imprensa.  A Lei 12.305, de 2 de agosto de 2010, instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos, que reúne um conjunto de princípios, objetivos, diretrizes, metas, ações e instrumentos a serem adotados pelo Governo Federal.  "Dentre os resíduos sólidos, as sacola plástica são apenas um dos itens, e um dos menos complexos em termos de equacionamento", afirma Schmitt. Também são resíduos sólidos as placas de computadores, os celulares e as baterias, televisores, aparelhos de rádio e pneus.

 

"Com certeza, não existe um projeto de lei sequer proibindo a fabricação e uso desse produtos. Por que a sacola de plástico?", questiona o presidente da Abief.  "Foi com surpresa que a Plastivida Instituto Sócio Ambiental dos Plásticos recebeu a notícia sobre o posicionamento do Governo de São Paulo e da Apas", afirmou a Plastivida, em um artigo. "Há poucos dias, o Governo do Estado havia anunciado a constituição de um Grupo de Trabalho para em 45 dias anunciar medidas em relação às sacolas plásticas. O anúncio falava em ouvir todos os setores envolvidos, inclusive a indústria, o que não aconteceu", afirmou a entidade.

 

Fonte: iG



 
Comentários
Jundiaense | 04/05/2011 | 08h58
Moro em Jundiaí, a primeira cidade a implantar esta idéia absurda... Primeiro começaram falando que os super,ercados e hipermercados iriam substituir as sacolinhas normais por oxi-biodegradáveis, sem ônus ao consumidor... Aí sim!!!!! Só que eles resoloveram cobrar R$0,19 por cada sacolinha, superfaturando-as, sendo que custam em média menos que R$0,02. O alto custo de vida sobe e a população é sempre penalizada. Tem muitas outras coisas para se fazer para o planeta, e "principalmente para Deus"... Eles usam o planeta, o aquecimento global, só para ganhar mais dinheiro. É igual as inspeções em carros semi-0km e multas por estar andando 10km/h à mais que o permitido. OBS: É MENTIRA QUE 75% DA POPULAÇÃO DE JUNDIAÍ ACEITOU ESTA IDÉIA, pois a maioria é contra! Aceitamos colaborar com a adoção das oxi-biodegradéveis sem ônus à nós, consumidores... OBS: E SE VOCÊ COMPRAR CÂNDIDA / ÁGUA SANITÁRIA, QUE SEMPRE VAZA E MANCHA AS COISAS? Eu compro 1000 sacolas plásticas de uma loja por R$27,00, ou 100 sacolas por R$2,70. Como apenas uma pode custar R$0,19? Tá vendo, votem no Alkmim, Serra, e nessa corja sem vergonha.... Vocês esquecem tudo isto e votam.... VAMOS AJUDAR O PLANETA COM SACOLAS OXI-BIODEGRADÁVEIS SEM ÔNUS, QUE NÃO PREJUDICA A NATUREZA E NEM NOSSO BOLSO!!!!!
Comente também esta notícia! Clique aqui.
 
 



 
publicidade
 

 
INVESTIMENTO - 24/05 | 10h42
Veja todas as notícias
publicidade
 
 
 
 
 
 
 


www.joww.net | Johnatan Oliveira