Números de celular iniciados pelo dígito 5 começaram a ser vendidos nesta semana na Grande São Paulo. Objetivo é ampliar a capacidade de numeração na região. Desde 4 de abril as novas linhas de celular comercializadas na Grande São Paulo podem começar com o dígito 5, antes exclusivo para a telefonia fixa. A medida foi autorizada pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) a fim de aumentar a capacidade de numeração da telefonia móvel na região, que está em vias de saturação.
Como agora o dígito é usado no prefixo de linhas fixas e móveis, as operadoras devem informar o consumidor que ligar para um celular iniciado em 5 que se trata de uma chamada para telefonia móvel - mais cara que a ligação para telefone fixo. O compartilhamento será mantido até a implementação do acréscimo de mais um dígito (serão nove, no total) a todos os telefones da região, previsto para ocorrer até o fim de 2012.
Saturação
Atualmente, segundo a Anatel, a capacidade de numeração do serviço móvel nessa região é de 37 milhões. Com a adição dos prefixos iniciados pelo dígito 5, essa capacidade aumentará para 43,9 milhões. Em janeiro de 2011, a área 11 possuía mais de 28 milhões de assinantes na telefonia móvel.A inclusão do nono dígito venceu a outra alternativa para o problema da escassez, que seria adicionar um novo código de área (10) para os números da Grande São Paulo, permanecendo o caráter de ligação local, para chamadas originadas de números com DDD 11. O Conselho Diretor da agência julgou que o novo código de área prejudicaria a padronização da forma de discagem utilizada para chamadas a longa distância.
As operadoras terão um prazo de 24 meses, contatos a partir da decisão tomada em dezembro de 2010, para implementar a possibilidade de discagem de um novo dígito à esquerda nos números de todos os telefones celulares da área 11. A medida deve elevar a capacidade de numeração na região metropolitana de São Paulo para 370 milhões.
Fonte: IDEC