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08/04/2011 - 10h49

Inadimplência do consumidor cresce 21,4% no primeiro trimestre, revela Serasa Experian

Março de 2011 registrou o primeiro avanço mensal do ano
Redação

CidadeMarketing

ALTERA O
TAMANHO DA LETRA

O Indicador Serasa Experian de Inadimplência do Consumidor cresceu 21,4% no primeiro trimestre deste ano, em relação ao mesmo período do ano passado, ritmo ligeiramente superior ao verificado durante o quarto trimestre de 2010 (alta de 20,3% frente ao 4º trim. 2009). Com relação ao mês de março de 2010, a inadimplência em março/11 foi 14,4% maior.

 

De acordo com os economistas da Serasa Experian, a ampliação do endividamento do consumidor ao longo dos últimos dois anos e o crescimento da inflação neste início de 2011 estão gerando dificuldades para os consumidores honrarem seus compromissos assumidos, aumentando as ocorrências de inadimplemento. Vale ressaltar que a expansão anual de 21,4% ocorrida no 1º trimestre de 2011 deu-se sobre uma base deprimida de comparação dado que no 1º trimestre de 2010, em função da rápida saída do país da recessão e do crescimento acelerado do nível de emprego, a inadimplência do consumidor recuara 6,7% perante o 1º trimestre de 2009.

 

Na comparação com o mês imediatamente anterior (fev/11), março registrou crescimento de 3,5% da inadimplência dos consumidores, o primeiro avanço mensal deste ano de 2011. Segundo os economistas da Serasa Experian, o aumento é decorrente de fatores sazonais, pois o terceiro mês do ano reflete maior pressão no orçamento familiar com o pagamento da última parcela do IPVA, material escolar, despesas de férias e carnaval.

 

Na decomposição do indicador, os cheques sem fundos foram os principais responsáveis pelo crescimento do índice, com alta de 24,6% (contribuição de 2,9% no indicador final). As dívidas com os bancos (alta de 3,4%) e os títulos protestados (crescimento de 7,8%) também contribuíram para o aumento do indicador agregado com 1,6% e 0,1%, respectivamente. Já as dívidas não bancárias (cartões de crédito, financeiras, lojas em geral e prestadoras de serviços como telefonia e fornecimento de energia elétrica e água) não permitiram que o índice subisse ainda mais, apresentando recuo de 2,8% (contribuição negativa de 1,1%).



 
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