A Organização Meteorológica Mundial (OMM) informou nesta terça-feira, 5 de abril, que foi observada uma redução recorde na camada de ozônio, responsável por proteger os seres vivos dos raios solares prejudiciais. "A degradação da camada de ozônio atingiu um nível sem precedentes acima do Ártico nesta primavera (do hemisfério norte), por conta da presença prolongada de substâncias na atmosfera que provocam a degradação e de um inverno muito frio na estratosfera", explicou a OMM em comunicado.
Observações da terra, de balões e de satélites indicam que a região sofreu uma perda de cerca de 40% na coluna de ozônio desde o começo do inverno até o final de março, segundo a agência da ONU (Organização das Nações Unidas). A maior diminuição de ozônio registrada anteriormente sobre o Ártico, de cerca de 30%, ocorreu diversas vezes nos últimos 15 anos, segundo a porta-voz da OMM.
"Se a área com menor índice de ozônio se afastar do pólo em direção a latitudes mais baixas, pode-se esperar um aumento na radiação ultravioleta (UV) em comparação com os índices normais para a estação", ressaltou a agência da ONU. Mas qualquer aumento na radiação UV em latitudes mais baixas, distantes do Ártico (o que poderia afetar partes do Canadá, os países nórdicos, a Rússia e Alasca nos Estados Unidos) não seria da mesma intensidade que aquela sofrida nos trópicos, completou a OMM.
Raios UV-B já foram relacionados ao câncer de pele, catarata e danos ao sistema imunológico humano. "Algumas plantações e formas de vida marinha também sofrem de efeitos adversos", alertou a agência.