A Tigre, multinacional brasileira líder na fabricação de tubos e conexões em PVC no Brasil e na América do Sul, acaba de divulgar as demonstrações financeiras de 2010. O Grupo Tigre apresentou uma receita bruta de R$ 2,6 bilhões e uma receita líquida de R$ 2,1 bilhões, valor 18% superior a 2009. O EBTIDA teve um crescimento 23,3% e o lucro líquido consolidado atingiu R$ 165 milhões. A Tigre também aderiu ao padrão internacional de contabilidade - IFRS, International Financial Reporting Standards - conjunto de normas e pronunciamentos de contabilidade internacionais publicados e revisados pelo International Accounting Standards Board (IASB).
Em 2010 a empresa investiu na aquisição e ampliação das unidades fabris, aumentando em 25% sua capacidade produtiva (atualmente o Grupo tem uma capacidade de produzir mais de 350 mil toneladas/ano) para atender a forte demanda do mercado de materiais de construção. O número de contratações no período foi superior a 700 pessoas, atingindo um quadro total de 6.763 postos de trabalho. "O ano de 2010 confirmou a tendência positiva de crescimento prevista em nosso planejamento. Foi o melhor ano da história da Tigre: apostamos na inovação, lançando mais de 300 produtos neste período, o que reforça ainda mais nossa liderança no mercado", avalia Evaldo Dreher, presidente da Tigre.
No Brasil, houve crescimento em todos os segmentos, com destaque para os setores de infraestrutura, construtoras e varejo, este último impulsionado principalmente pelo aumento de linhas de financiamento e ampliação de renda nas classes C e D. As unidades fora do Brasil também registraram bom desempenho. A Tigre avançou no mercado internacional com a aquisição dos ativos da Israriego, no Equador. A Tigre-ADS (joint venture voltada para a fabricação e comercialização de tubos corrugados de polietileno de alta densidade) apresentou desempenho acima do esperado, e atualmente possui operações no Brasil, Chile, Argentina e Colômbia.
Perspectivas 2011
Em 2011, a empresa prevê investir R$ 250 milhões em inovação, aumento de capacidade produtiva (inclusive com inauguração de novas unidades fabris no Brasil e no exterior) e ações de marketing e relacionamento. A previsão para o ano de 2011 é de 10% de crescimento em relação a 2010, com a contratação de 300 novos profissionais. "Estamos confiantes de que os projetos previstos para eventos como a Copa do Mundo e Olimpíadas impulsionarão ainda mais nosso crescimento no País, e no exterior nossa presença é cada vez mais consolidada. Vislumbramos um cenário positivo para novos investimentos nos próximos anos", finaliza Dreher.