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18/03/2011 - 12h12

Os diferentes solteiros do Brasil

Redação

CidadeMarketing com informações do IBOPE

ALTERA O
TAMANHO DA LETRA

Possuir a palavra solteiro em seu estado civil é fazer parte de um grupo com um perfil bem distinto e, dependendo da cidade onde este solteiro mora, as diferenças são ainda mais marcantes.  Quase um terço dos 56 milhões de adultos do Brasil são solteiros, segundo a pesquisa Target Group Index, realizada pelo IBOPE Mídia nas regiões metropolitanas e no interior do Sul e do Sudeste, o que corresponde a 17,1 milhões de pessoas.

 

Os casados e as pessoas que moram juntas são um grupo maior, representando metade da população, enquanto os separados ou divorciados somam 15% e os viúvos, 3%. Segundo a pesquisa do IBOPE, os solteiros têm em média 30 anos, pertencem em sua maioria, à classe C e maior grupo é formado por mulheres.  Esse perfil contribui para que a renda média seja de 892 reais, ou 23% menor do que a dos demais brasileiros.

 

Porém, como há muitos jovens entre os solteiros, destaca-se um perfil mais ambicioso, com 73% almejando atingir o topo mais alto de suas carreiras. Para alcançar esse objetivo, os solteiros brasileiros trabalham e estudam.  Nas regiões abrangidas pela pesquisa, dois terços atualmente desenvolvem atividade remunerada e 30% estão matriculados em alguma instituição de ensino, percentual que na população é três vezes menor.  Estudar é uma atividade que aparece de maneira forte, principalmente devido à alta representatividade dos jovens nesse segmento.  Além disso, o percentual de solteiros que está cursando ou cursou alguma universidade também é mais representativo do que no resto da população: 28% contra 16%.

 

A maioria dos que ainda não ingressaram no curso superior planeja dar continuidade aos estudos em metade dos solteiros pretende futuramente matricular-se em uma faculdade.  Apesar dessas fortes características em comum, os solteiros das diversas regiões metropolitanas brasileiras apresentam comportamentos e interesses distintos, dependendo da cidade em que residem.  Os solteiros estão em proporção maior em praças como Salvador, Belo Horizonte e Recife e aparecem com menor representatividade em São Paulo, Porto Alegre e Curitiba.

 

Em Salvador, cujo índice de solteiros na população adulta atinge 38%, a média de idade desse segmento é de apenas 28 anos, com alto índice de não trabalhadores.  A defasagem na renda desses solteiros é de 15% frente aos outros moradores de Salvador. Mas esses jovens são muito interessados nas novas tecnologias: 47% consideram a internet com sua principal fonte de entretenimento e 56% afirmam confiar no meio para se manter informados.  Com 34%, a região metropolitana do Recife também se diferencia pela alta proporção de solteiros em sua população.  Eles são os que mais pensam em se casar e em comprar uma casa, interesses que se devem à participação de 61% de mulheres entre os solteiros do Recife.

 

Por outro lado, São Paulo e Curitiba apresentam a menor porcentagem de solteiros entre as cidades comparadas, com 29%.  São Paulo, por sua alta densidade demográfica, tem 5,5 milhões de solteiros, o maior número absoluto do país, composto em sua maioria por homens.  Eles são os mais preocupados com suas carreiras, já que 70% procuram estar sempre atualizados profissionalmente. Além disso, mais da metade declara se manter em dia com os avanços tecnológicos.  Os solteiros de Curitiba destacam-se por apresentarem renda média maior que a dos demais moradores da cidade.

 

Com elevada escolaridade, quase metade deles está cursando ensino superior ou já alcançou a pós-graduação, o MBA, o mestrado ou o doutorado.  Em Curitiba, os solteiros são diferenciados também em seus interesses: 74% gostariam de viajar para conhecer lugares exóticos, 58% alegam ter um grande espírito aventureiro e 51% se consideram interessado pelas artes.  Em Porto Alegre estão os solteiros mais independentes. Enquanto a média nacional de solteiros morando sozinhos é de 12%, na capital gaúcha eles atingem 21%. E não é só isso: a grande maioria reside em imóveis próprios.  Enquanto isso, o sonho de comprar o primeiro automóvel é bem maior em Belo Horizonte do que em outros locais.  Temos solteiros com os mais diversos comportamentos e ambições, mas uma coisa permanece comum entre todos eles: o gosto por correr riscos, expresso por um espírito aventureiro que eles afirmam possuir.

 

 



 
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