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04/11/2009 - 18h29

Indústria de carros tem o melhor outubro da história

Apesar da queda nas vendas por conta do retorno do IPI, período representou um bom desempenho das montadoras
Meio&Mensagem

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ALTERA O
TAMANHO DA LETRA

Um ano depois da eclosão da crise financeira global - quando as vendas de veículos começaram a cair no País - o cenário da indústria automobilística brasileira já dá plenos sinais de recuperação e de estabilidade. Mesmo com uma queda nas vendas causada pelo fim da isenção do Imposto sobre Produto Industrializado (IPI), o mês de outubro apresentou um saldo positivo para o setor.

 

De acordo com balanço divulgado nesta quarta-feira, 4, pela Federação Nacional de Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), em outubro foram emplacados 436.139 novos veículos, considerando automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motos e implementos rodoviários. A quantidade é 4,46% menor do que a registrada no mês de setembro, quando foram vendidos 456.482 veículos. Apesar do declínio, o último período configurou o melhor mês de outubro para a história da indústria automobilística brasileira. Em comparação com as vendas de outubro do ano passado, o desempenho do momento atual é superior em 9,44%.

 

Apesar da recuperação depois do período de crise, os dados do mês de outubro já apontam para uma desaceleração das vendas de automóveis, impulsionada, sobretudo, pelo fim da isenção do IPI, benefício que o governo implementou - e, posteriormente, prorrogou por mais de uma vez - para tentar neutralizar a queda nas vendas e estimular as negociações.

 

Sendo o primeiro mês de retorno à alíquota normal de IPI, outubro registrou vendas de 231.190 unidades de automóveis e comerciais leves, quantia de 7,6% menor do que o total vendido no último mês de setembro. Considerado todo o acumulado do ano de 2009, foram vendidos 2.492.776 unidades de carros até o final do mês do outubro, o que configura um crescimento de 7,39% em comparação com o período de janeiro a outubro de 2008.

 

Embora as categorias de automóveis e comerciais leves puxem o crescimento da indústria neste ano, o mesmo não ocorre com os segmentos de motocicletas, ônibus, caminhões e implementos rodoviários. No acumulado do ano e em comparação com o mesmo período de 2018, as vendas de motos apresentaram uma queda de 20,47%; a de caminhões caiu 18,82%; a comercialização de ônibus foi 18,6% menor e a de implementos rodoviários atingiu, até o final do mês de outubro, um patamar 27,82% menor do que o alcançado no ano passado.

 

Montadoras e produtos

Na corrida das montadoras, a Volkswagen vem liderando o ranking do ano de 2009. Entre os meses de janeiro e outubro, a companhia conseguiu angariar 25,54% de participação no mercado automobilístico nacional. Na vice-liderança aparece a Fiat, detendo 24,97% das vendas realizadas neste ano. A terceira posição ficou com a GM, que tem 20,26% de participação, seguida da Ford, com 9,52%, da Honda (4,72%), Renault (4,56%), Peugeot (3,22%), Citröen (2,76%), Toyota (2,12%) e Hyundai (0,7%).

 

Considerando os modelos mais vendidos de outubro, o Gol (da Volkswagen) manteve a liderança, com 27,781 unidades comercializadas. Dois modelos da Fiat - o Palio e o Mille ficaram na segunda e terceira posições, com 18.190 e 14.550 unidades vendidas, respectivamente. Na sequência aparecem o Celta, Corsa Sedan, Fiat Siena, Fox/CrossFox, Ford Ka, Fiat Strada e VW Voyage.



 
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