Impulsionado pelo forte desempenho das operações no Brasil e pela expansão de margem na maioria das operações, a Ambev (Companhia de Bebidas das Américas) registrou um lucro líquido de R$ 2,585 bilhões no quarto trimestre, o que representa uma alta de 44,4% na comparação com o resultado de igual período de 2009, de R$ 1,790 bilhão. O dado é o atribuído ao controlador, excluindo portanto a participação de minoritários.
Já o lucro consolidado, que inclui a parte dos minoritários, subiu 48,1%, para R$ 2,612 bilhões, ante R$ 1,764 bilhão registrados no quarto trimestre do ano passado, pelo mesmo critério. Outra medida informada é o lucro líquido "normalizado" - antes de receitas e despesas especiais - cuja cifra no quarto trimestre foi de R$ 2,652 bilhões, 47,8% maior que os R$ 1,794 bilhão do quarto trimestre de 2009.
Já o Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) teve alta de 24,4%, para R$ 3,755 bilhões, com margem de 50,4% - ou 5,9 pontos porcentuais acima da margem de 44,5% do quarto trimestre de 2009. No critério "normalizado", o Ebitda passa a R$ 3,822 bilhões - 26,5% superior ao mesmo período do ano passado, de R$ 3,021 bilhões, com margem Ebitda normalizada de 51,3% ou 6,7 pontos porcentuais acima dos 44,6%. A receita líquida do quarto trimestre somou R$ 7,455 bilhões, alta de 10% sobre os R$ 6,778 bilhões dos meses de outubro a dezembro de 2009. Em volume, houve crescimento de 2,1%, passando de 47,032 milhões de hectolitros para 48,038 milhões de hectolitros.
O resultado financeiro líquido da Ambev ficou negativo em R$ 75,4 milhões, 54,2% menor que a despesa de R$ 164,8 milhões na mesma comparação. Segundo a companhia, essa redução deveu-se a menores perdas com instrumentos derivativos relacionados à política de hedge (proteção) e menores despesas líquidas com juros. A dívida total da companhia no fim de dezembro era de R$ 6,770 bilhões, redução de 6,8% ante R$ 7,261 bilhões em dezembro de 2009. Na linha de dívida líquida da companhia, o período de 2010 fechou com um crédito de R$ 207,1 milhões e o caixa e equivalentes, em R$ 5,908 bilhões.
2010
A Ambev registrou em 2010 um lucro líquido atribuído ao controlador de R$ 7,561 bilhões, alta de 26,3% ante os R$ 5,986 bilhões de 2009, enquanto o resultado consolidado (com minoritários) foi de R$ 7,619 bilhões, alta de 27,2% ante os R$ 5,988 bilhões. Já o lucro líquido "normalizado" foi de R$ 7,712 bilhões, um avanço de 33,2% na comparação com os R$ 5,789 bilhões de 2009. No ano, o Ebitda consolidado da Ambev subiu 9,8%, para R$ 11,590 bilhões, com margem de 45,9%, 0,4 ponto porcentual acima dos 45,5% de 2009. No critério "normalizado", o Ebitda foi de R$ 11,707 bilhões, alta de 13% sobre os R$ 10,361 bilhões de 2009, com margem Ebitda normalizada de 46,4%, 1,7 ponto porcentual maior. Em 2009, a margem Ebitda da Ambev nesse critério foi de 44,7%.
A receita líquida atingiu R$ 25,233 bilhões, aumento de 8,8% na comparação com os R$ 23,194 bilhões de 2009. Em volume, houve alta de 6,7%, passando de 154,722 milhões de hectolitros para 165,142 milhões de hectolitros. Já o resultado financeiro líquido do ano passado foi uma despesa de R$ 319,4 milhões, 67,5% menor que os R$ 982,1 milhões de despesas do acumulado de 2009.
Investimentos
A Ambev anunciou, em informe à imprensa, que os aportes no Brasil neste ano podem chegar a R$ 2,5 bilhões, acima dos R$ 2 bilhões investidos no ano passado - valor que já era o recorde da companhia. Os aportes serão usados para expansão da capacidade de produção e para atender a demanda de curto e médio prazo. "O investimento será destinado à construção de novas fábricas e centros de distribuição, ampliação de unidades já existentes e manutenção e otimização de todo sistema operacional", disse a companhia no documento.
Em nota do último dia 25, a Ambev previu a abertura de 1,4 mil novos postos ao longo de 2011 nas áreas de produção, vendas e logística. O acréscimo equivale a cerca de 5% da base de funcionários atual da empresa, que conta com cerca de 29 mil profissionais. A empresa informou ainda que gerou R$ 13,2 bilhões em impostos no Brasil em 2010, um aumento de 15% em relação ao ano anterior, quando foram gerados R$ 11,5 bilhões.
Fonte: AE