O CIT foi fundado em 1908, sendo especializado no financiamento e na consultoria a empresas menores e que possui mais de um milhão de clientes em 50 países, além de US$ 71 bilhões em ativos.
"O Conselho de administração aprovou a proposta de entregar, voluntariamente um dossiê sobre sua situação ao tribunal de falências do distrito sul de Nova York", diz o grupo em comunicado. O grupo se apresenta como o número um nos Estados Unidos para as PME, sendo, também, um dos mais importantes na concessão de empréstimos, principalmente para o comércio varejista.
O CIT é, também, um importante parceiro dos setores de aeronáutica, defesa e do transporte ferroviário, tendo entre seus clientes grandes nomes da tecnologia como Dell, Microsoft ou Toshiba. Com os ativos do CIT avaliados em 71 bilhões de dólares, trata-se da quinta maior quebra da história dos Estados Unidos, após as do Lehman Brothers (2008), Washington Mutual (2008), WolrdCom (2002) e General Motors (2008).
O procedimento diz respeito apenas à sede do grupo, que espera, assim, reduzir seu endividamento de US$ 10 bilhões; estão poupadas as agências do CIT e suas filiais, o que lhes permitirá prosseguir suas atividades, precisa a nota. As dificuldades do grupo se intensificaram em julho, uma vez que deveria expirar, em agosto, uma parcela de US$ 1 bilhão de sua dívida obrigatória, que não estava preparado para refinanciar. O CIT recusou uma nova injeção de recursos federais por Washington, após ter recebido US$ 2,3 bilhões em dezembro.