O Kindle, leitor de livros eletrônicos da Amazon, que recentemente começou a ser vendido para o Brasil, custará mais de US$ 500 por aqui quando o preço nos EUA é US$ 259. Só de impostos serão US$ 266,32, cerca de 49% do preço final de US$ 546,30 (cerca de R$ 945). Outros produtos que também sofrem taxações altas: iPod (57,25%), iPhone importado (45,77%) e DVD Player (58,33%).
Segundo o diretor técnico do IBPT, João Olenike, o que define o valor da taxação é a utilidade. "Quanto menos útil for o produto para a população, mais taxas. Por exemplo, o iPod. O iPod não é um produto de primeira necessidade, mas um eletrônico para pessoas de classe média", explicou ele. Além disso, equipamentos que não são fabricados no país são taxados por impostos, que incidem na maioria dos produtos (como IPI e ICMS), e pelo II (Imposto sobre Importação).
Por outro lado, de acordo com o presidente da IBL (Instituto Brasil Legal), Edson Vismona, o fato de vários produtos comercializados no país terem preço elevado se deve a "um problema da estrutura econômica, que desestimula a compra". Como exemplo a ser seguido, Vismona citou a redução do PIS/COFINS para produtos relacionados à informática, que fez com que aumentasse a venda de computadores.