Preocupada com o números de casos de obesidade, a Organização Mundial da Saúde propõe maior fiscalização dos governos à publicidade alimentícia. Até 2015, mais de 1,5 bilhão de pessoas serão obesas no mundo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou que os países devem trabalhar para restringir e fiscalizar a publicidade de alimentos não saudáveis às crianças. Para a organização, o simples ato de não usar desenhos animados nas propagandas já contribuem na redução da influência e do poder de persuasão dos comerciais sobre as crianças.
A recomendação da OMS aos governos tem o objetivo de diminuir o exorbitante número de casos de obesidade e de outras doenças crônicas não transmissíveis com fatores de risco ligados ao estilo de vida, como câncer, diabetes, doenças cardíacas e pulmonares em todo mundo. Segundo eles, 43 milhões de crianças em idade pré-escolar em todo o mundo são obesas ou possuem sobrepeso e mais de 1,5 bilhão de pessoas serão obesas em 2015, caso não mudem o estilo de vida e criem hábitos alimentares mais saudáveis.
Em 2008, a OMS já tentou diminuir a publicidade de alimentos não saudáveis entrando em contato com as maiores empresas do setor alimentício e também com a Federação Mundial de Anunciantes (World Federation of Advertisers). Na época, as empresas se comprometeram a não realizar propagandas de produtos que não sejam saudáveis a crianças menores de 12 anos.
As empresas, porém, deram tratamento desigual aos países, cumprindo o acordo de maneira diferente em cada local. Em resumo, as crianças dos países mais pobres continuaram a ser alvo das propagandas, diferentemente do que acontecia nos países ricos. Foi isso que motivou a organização a ressaltar a importância dos governos de monitorarem os acordos de publicidade com a indústria alimentícia de seus respectivos países.
O diretor para Doenças Não Transmissíveis da OMS, Dr. Ala Alwan, afirma que a diminuição da publicidade de alimentos não saudáveis deve ser implementada junto a outras medidas. "A implementação destas recomendações devem ser parte dos esforços gerais para evitar dietas pouco saudáveis, que são um fator de risco para diversas doenças", declarou.
Fonte: IDEC