
Os celulares inteligentes (ou smartphones) ainda são mais objeto de desejo do que realidade para os cerca de 124 milhões de assinantes de telefonia móvel no Brasil. Porém, esses aparelhos são a aposta da indústria de celulares para um ano de vendas mornas. Segundo a consultoria de tecnologia IDC, o segmento de smartphones deverá crescer 3,4% este ano - o único movimento positivo do mercado de celulares que, no geral, deve cair 8,3%.Os celulares inteligentes (ou smartphones) ainda são mais objeto de desejo do que realidade para os cerca de 124 milhões de assinantes de telefonia móvel no Brasil. Porém, esses aparelhos são a aposta da indústria de celulares para um ano de vendas mornas. Segundo a consultoria de tecnologia IDC, o segmento de smartphones deverá crescer 3,4% este ano - o único movimento positivo do mercado de celulares que, no geral, deve cair 8,3%.
Em mercados maduros, como América do Norte e Europa, as vendas de celulares inteligentes cresceram 70,1% e 25%, respectivamente?, diz o analista sênior da IDC para telefonia móvel, Ryan Reith. ?Esse segmento é único e diferente do resto do mercado. Os dados porcentuais para esses aparelhos estão muito além dos telefones móveis tradicionais?, diz. Para ele, se as operadoras continuarem a subsidiar os aparelhos e os desenvolvedores continuarem a aperfeiçoar suas aplicações, o segmento será ?uma luz num mercado deprimido?.
No Brasil, após um período de uso mais restrito ao ambiente corporativo, os smartphones começam a se popularizar. A estreia do badalado iPhone, da Apple, em setembro, e a entrada das operadoras nacionais na telefonia celular de terceira geração (3G) colaboraram para despertar o interesse do consumidor final. Não à toa, empresas como Nokia, Palm e Research in Motion (RIM, a fabricante do BlackBerry) afirmam que boa parte da expansão prevista para 2009 virá da entrada de novos usuários não corporativos. Não há dados oficiais sobre mercado brasileiro de smartphones, mas, segundo executivos do setor, o número de usuários chegaria a 15 milhões - cerca de 10% do total de celulares do País.