O varejo brasileiro acredita que terá o melhor resultado nas vendas Natal desde 2007. A expectativa é que as vendas avancem a taxas de dois dígitos em relação ao mesmo período do ano passado, sendo 11,8% em novembro e 11,1% em dezembro. Os dados fazem parte do IAV (Índice Antecedente de Vendas), divulgado nesta quarta-feira (24) pelo IDV (Instituto para Desenvolvimento do Varejo). O resultado efetivo de outubro já sinaliza a aceleração no fim do ano, já que as vendas aumentaram 10,3% sobre o mesmo mês do ano passado, superando a expectativa inicial, que era de 7,7%.
De acordo com o estudo, ao analisar as vendas do quarto trimestre com o mesmo período do ano passado, também pode se concluir que este será o melhor fim de ano para o setor, pois o crescimento deve ser de 11,1% no último trimestre, indicando nova aceleração no ritmo de expansão das vendas, que cresceram 6,2% no terceiro trimestre e 5,2% no segundo trimestre.
Setores
Na análise entre os setores, o de bens duráveis é o espera as maiores taxas de crescimento para os próximos meses, sendo 16,5% em novembro e 16,7% em dezembro. O setor de bens não-duráveis deve ter expansão das vendas em torno de 10% ao final do ano (11,2% em novembro e 9,1% em dezembro).Já o varejo de bens semiduráveis, composto pelos segmentos de vestuário, livrarias, entre outros, aponta alta, embora com menor intensidade. A estimativa de crescimento das vendas nos próximos meses é de 8,8% em novembro e 7,7% em dezembro.
Em relação ao emprego, é estimado que o varejo tenha um acréscimo de 27% do total habitual da força de trabalho em vagas temporárias.
Sobre o IAV
O IAV consolida a evolução das vendas efetivamente realizadas pelos associados do IDV, com o intuito de alcançar expectativas para os próximos meses.A metodologia consiste na ponderação dos números fornecidos pelas empresas de acordo com o porte, para que , assim, se alcancem indicadores como o volume de vendas e o faturamento nominal. O indicador permite ainda uma visualização do comportamento do mercado esperado para um período futuro de até três meses.
Fonte: InfoMoney