
O Banco Central lançou nesta quarta-feira campanha para trocar e colocar no mercado novas cédulas de R$ 2 e R$ 5 e para aumentar a distribuição de moedas de R$ 1. Esta é a maior troca de cédulas já realizada pela instituição após a criação do real.
Os bancos poderão fazer as trocas sem custo durante todo o mês de setembro. A medida tem o objetivo de facilitar o troco para os pequenos comerciantes. Segundo o BC, as notas de R$ 2 e R$ 5 se desgastam mais rapidamente, em função da intensa circulação. No caso das moedas, o hábito da população de poupá-las ou guardá-las reduz sua disponibilidade.
Os pequenos comerciantes terão atendimento especial e, a partir do dia 14 deste mês, poderão realizar as trocas em guicês do Banco Central em todas as capitais do país --os endereços estão no site do BC. Serão disponibilizados kits com notas de R$ 2 e de R$ 5, totalizando cada um R$ 100. Os grandes comerciantes devem recorrer aos bancos comerciais que os atendem. No caso das instituições financeiras, as solicitações de troca devem ser feitas com, no mínimo, dois dias de antecedência.
Em Porto Alegre e Salvador, onde não é possível realizar as operações diretamente no BC, as trocas serão efetivadas pelo Banco do Brasil. Para os bancos, a unidade mínima para fornecimento de cédulas será um maço com cem unidades de cédulas de R$ 2 e/ou R$ 5. No caso das moedas, a unidade mínima é o saco, com quinhentas ou mil unidades, de R$ 0,05 a R$ 1,00. Segundo o BC, a campanha deve durar três meses até ser reavaliada.
A troca de cédulas velhas por novas, além de ser mais higiênico, facilitará o manuseio por deficientes visuais que, com a depreciação das notas, têm dificuldade de identificá-las.