Uma parcela considerável da população que ganha até dois salários mínimos no País, correspondente a 60%, desconhece o Procon, um dos principais órgãos de defesa do consumidor atuantes no Brasil. O ICJBrasil (Índice de Confiança na Justiça), medido pela Escola de Direito da FGV (Fundação Getulio Vargas), verificou que a mesma situação não acontece com as camadas superiores de renda, onde a taxa de conhecimento ficou entre 95% e 98%. A média nacional ficou na casa dos 93%.
Em relação ao grau de escolaridade, nas três faixas apuradas - colegial incompleto, colegial completo a universitário incompleto, universitário completo ou mais -, os resultados foram satisfatórios, com 90%, 97% e 96% de conhecimento, respectivamente.
Avaliação
Considerando todas as faixas de renda, apenas 19% dos entrevistados disseram ter recorrido à instituição. O que se constata na pesquisa é que, quanto maior o poder aquisitivo e mais alta a escolaridade, mais são utilizados os serviços do Procon.Já com relação às áreas pesquisadas, 22% dos moradores das capitais afirmaram já terem utilizado os serviços, fração superior à de 17% dos residentes no interior.
A boa notícia para o Procon é de que 59% dos que utilizaram os seus serviços conseguiram resolver os problemas em questão. O percentual se eleva quando a pergunta é o nível de satisfação: cerca de 85% dos usuários entrevistados declararam estar satisfeitos com o serviço recebido.
Fonte: InfoMoney