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26/08/2009 - 01h42

Consumidor demonstra otimismo contido sobre futuro, diz FGV

O consumidor brasileiro apresenta um nível de otimismo moderado em relação ao futuro.
Folhaonline

Folhaonline

ALTERA O
TAMANHO DA LETRA

O consumidor brasileiro apresenta um nível de otimismo moderado em relação ao futuro, revela a Sondagem do Consumidor de agosto, divulgada nesta terça-feira pela FGV (Fundação Getúlio Vargas).  A redução das expectativas fez com que o ICC (Índice de Confiança do Consumidor) recuasse 0,4% entre julho e agosto, resultado considerado estável pelo coordenador do Núcleo de Pesquisas e Análises Econômicas da FGV, Aloísio Campelo.

 

Ele explicou que a queda observada neste mês está dentro da margem de erro da sondagem, e revela uma pequena contenção da onda de otimismo que tomava conta do consumidor nos últimos meses, após os sinais da crise começarem a arrefecer. Foi a primeira queda do IE (Índice de Expectativas) desde fevereiro.  Em agosto, este índice ficou em 109,5 pontos, acima da média histórica de 107,1 pontos. Na comparação com julho, houve retração de 1,7%, Em relação a agosto de 2008, o IE subiu 2,8%.

 

"Há uma percepção de que não vai haver uma recuperação muito rápida da economia, mas não é nada muito grave, não significa que haja um pessimismo. Há uma moderação no otimismo em relação ao futuro", afirmou Campelo. A avaliação do consumidor sobre a situação da economia local no futuro foi a que mais influenciou a queda do nível de expectativas. Em agosto, 29,7% dos entrevistados disseram esperar um cenário futuro melhor na economia local, ante 31,7% que apresentavam tal otimismo em julho.

 

Ao mesmo tempo, 14% responderam que a economia local deve piorar no futuro. No mês anterior, 13,5% dos consumidores consultados tinham percepção semelhante. A intenção do brasileiro em comprar bens duráveis (carros, eletroeletrônicos e eletrodomésticos) também teve pequena variação negativa. Foi a primeira redução desde fevereiro. Do total consultado, 13,7% disseram ter maiores expectativas para comprar esses produtos nos próximos seis meses. Em julho, 15,4% dos entrevistados pretendiam comprar mais.

 

Outros 28% revelaram ter menor perspectiva de compras de bens duráveis daqui para frente, ante 28,8% que tinham expectativa semelhante no mês passado. Campelo explicou que esses números demonstram que houve migração maior para o campo dos brasileiros que não tem maiores pretensões em relação à compra futura de bens duráveis nos próximos meses.

 

"Esse resultado pode estar associado ao fato de muitas pessoas terem antecipado as compras recentemente, com a ameaça de se encerrar o desconto da alíquota do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) que incide sobre carros e alguns eletrodomésticos", observou Campelo, que acrescentou que a menor expectativa do brasileiro pode estar relacionada à perspectiva futura do mercado de trabalho, que piorou.

 

Se as expectativas do brasileiro mostraram-se moderadas, a avaliação da situação econômica atual segue em alta. O ISA (Índice da Situação Atual) subiu 2,3% em relação a julho, e 2,9% frente ao que foi verificado em agosto de 2008.

 

A percepção em relação ao atual momento da economia local cresceu 2,6% em relação a julho, e 9,3% na comparação com agosto do ano passado. Este mês, 14,1% dos entrevistados responderam que a situação local é boa, ante 12% que tinham avaliação semelhante em julho.  Outros 35% disseram considerar que a economia local passa por um momento ruim, praticamente estável em relação aos 34,9% que tinham percepção parecida no mês passado.

 

O consumidor brasileiro avaliou ainda que a situação financeira de sua família é a melhor desde outubro de 2008. Esse índice atingiu 104,8 pontos, alta de 1,9% frente a julho.  "O nível da situação atual dentro da sondagem vem melhorando muito, e já está mais próxima do pico do que do vale. Isso mostra a força da economia e sua recuperação relativamente rápida", afirmou Campelo.



 
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