Esqueci minha senha
Não sou cadastrado
Seja um Membro
 
 
 
publicidade
 
 
 
 
30/06/2010 - 17h13

Elevação dos preços desacelera no varejo

Pesquisa da Fecomercio revela queda nos preços de peixes, frutas, verduras e legumes
Fecomercio

Fecomercio

ALTERA O
TAMANHO DA LETRA

Está mais barato ter uma alimentação saudável. É o que revela a análise do Índice de Preços no Varejo (IPV), aferido pela Federação do Comércio de Bens Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio), que, em maio, anotou queda nos preços de peixes, frutas, verduras e legumes. Em relação ao mês anterior, o indicador registrou incremento de 0,22%, no ano a elevação acumulada é de 1,69% e, nos últimos 12 meses, de 1,83%.

 

Julia Ximenes, assessora econômica da Fecomercio, afirma que o resultado do IPV em maio foi positivo, pois apresenta desaceleração da elevação dos preços em relação a abril. "Além disso, os preços médios de seis dos 21 grupos analisados apresentaram queda", destaca.

 

O segmento de Supermercados, que tem o maior peso no calculo do indicador, foi um dos que mais desacelerou em maio, apontando alta de 0,45% ante o mês anterior, quando havia saltado 1,11%. Os preços dos pescados, por exemplo, caíram 2,39% em maio em relação a abril, quando haviam subido 3,83%. "Apesar da desaceleração percebida no setor, as condições climáticas prejudicaram a safra de alguns produtos importantes, elevando seus preços", aponta Julia. Enquanto as frutas ficaram, em média, 3,15% mais baratas, os tubérculos ficaram 5,68% mais caros. Já o preço do arroz subiu 1,38% e o do feijão, 11,27%. Em 2010, a variação acumulada no segmento é de 4,05%.

 

Se a chegada dos dias frios prejudicou as safras de tubérculos, o fim da estação chuvosa beneficiou o segmento de Feiras, que apresentou a segunda queda consecutiva e começa a voltar aos patamares normais. O setor fechou o mês com retração de 3,85% em comparação a abril, mas alguns grupos de alimentos anotaram diminuições mais expressivas em seus preços. Caso das Verduras e Legumes que ficaram respectivamente 11,21% e 9,51% mais baratos. Apesar da queda registrada em maio, Feiras ainda acumula alta de 4,91% no ano.

 

Outro segmento importante na composição do IPV, Combustíveis e Lubrificantes apresentou redução de 1,38% em seus preços médios em relação a abril, a terceira queda consecutiva no ano. Para Julia, este movimento de baixa nos preços pode ser explicado pelo início da safra de cana-de-açúcar. Este mês, os combustíveis ficaram, em média, 1,43% mais baratos, e os lubrificantes 0,2% mais caros. Com este resultado, o setor já acumula variação negativa de 1,95% em 2010.

 

Os produtos Eletroeletrônicos, com queda de 1,41%, continuam no movimento de retração que se iniciou em novembro do ano passado, completando sete meses sem elevação em seus preços médios. No ano, o setor acumula variação negativa de 4,04%. "Esses números se devem a um avanço constante da tecnologia, tornando cada vez mais rápida a obsolescência dos equipamentos" explica a economista da Fecomercio. "A concorrência com o comércio informal, sem o peso dos impostos, também tende a pressionar os preços destes produtos para baixo", completa.

 

Remédio Amargo

As Drogarias e Perfumarias, por outro lado, continuam empurrando a alta do IPV. O reajuste de preços aliados ao aumento da procura por medicamentos para combater as doenças respiratórias que, nesta época do ano, têm um aumento considerável são o principal fator para a dilatação dos preços médios deste setor. Em maio, a elevação percebida foi de 1,61%, e no ano a alta acumulada é de 2,98%.

 

O tempo frio também influenciou a atividade de Vestuário, Tecidos e Calçados, que apesar de mostrar sinais de desaceleração, fecharam o mês com incremento de 0,46% em relação a abril, quando houve alta de 0,66%. "O Dia dos Namorados também colaborou para a elevação dos preços nestes segmentos, já que os artigos de vestuário foram os mais procurados na hora de presentear os companheiros", pondera Julia.

 

Já os preços de Veículos avançaram 0,42%. Sendo que os Veículos Novos mostraram uma aceleração maior em seus preços médios, com incremento de 1,14% em relação a abril. Julia pondera que, além do termino do período em que as montadoras e revendedoras estavam repassando o alivio fiscal concedido com a redução do Imposto sobre Produtos industrializados (IPI), os sucessivos reajustes de matérias primas com o aço foram os motivos para esta variação.

 

A economista ainda afirma que nas próximas edições o IPV deve registrar novas elevações em alguns produtos alimentícios, seja por conta das baixas temperaturas e da ocorrência de geadas ou estiagem nas regiões produtoras, seja pelo período de entressafra. O reajuste de preços de minério de ferro e carvão também pode forçar uma elevação dos preços. "Estes fatores devem exercer uma pressão de alta nos preços ao longo dos próximos meses", prevê Julia.



 
Comentários
Nenhum comentário foi enviado.
Não perca tempo, envie já o seu.
Comente também esta notícia! Clique aqui.
 
 



 
publicidade
 

 
Veja todas as notícias
publicidade
 
 
 
 
 
 
 


www.joww.net | Johnatan Oliveira