
O preço das refeições em lanchonetes e restaurantes é apontado pelos brasileiros como o principal motivo para que as pessoas não comam com maior frequência fora de casa, segundo conclusões apresentadas no Terceiro Seminário de Redes de Alimentação da ABF (Associação Brasileira de Franchising).
Por outro lado, no momento de escolher um estabelecimento para se alimentar, o atendimento e a qualidade dos produtos oferecidos pelo local são variantes mais decisivas para o consumidor do que o valor das refeições.
Comendo fora
De acordo com o estudo realizado pela Toledo Associados, em parceria com a ESPM (Escola de Propaganda e Marketing), 89% dos consumidores não comem mais fora de casa por conta dos preços das refeições, sendo que este percentual é ainda maior entre os adolescentes, 93%.
Outros motivos apontados foram o medo de engordar (2%), a rotina, comer fora todo o dia enjoa (2%), a falta de tempo (11%) e a não confiança na qualidade dos produtos (11%), sendo que, neste caso, para os consumidores da melhor idade o índice é de 43%.
Escolhendo o local
Já os atributos mais importantes na hora de escolher um estabelecimento na Praça de Alimentação são atendimento (76%), a qualidade dos produtos (73%), o preço (70%) e a variedade dos pratos (66%).
Na tabela abaixo é possível verificar a relação de tais atributos, conforme a idade do consumidor:
| Atributos
na hora de escolher um local para se alimentar |
| Atributo |
Adolescentes |
Jovens
Adultos |
Adultos |
Melhor
Idade |
| Atendimento |
73% |
75% |
84% |
80% |
| Qualidade
dos Produtos |
75% |
87% |
87% |
87% |
| Preço |
93% |
66% |
69% |
43% |
| Variedade
de pratos |
56% |
66% |
67% |
79% |
Fonte: ABF
Outros atributos
Além das qualidades já citadas, os consumidores brasileiros
também escolhem os locais de suas refeições observando se o estabelecimento não
possui filas (57%), é limpo (42%), pelo apelo visual (34%), não ter que esperar
o preparo do prato (24%) e se agrada a toda a família (7%).
A pesquisa foi realizada em julho deste ano nos shoppings
centers da cidade de São Paulo. Foram ouvidas 342 pessoas com renda pessoal
entre R$ 670 a R$ 2.780, e renda familiar entre R$ 3.000 e R$ 4.050, sendo que
17% eram adolescentes, com idade entre 16 19 anos; 28% adultos, com idade entre
20 e 29 anos; outros 46% adultos com idade entre 30 e 59 anos; e 9% idosos com
idade acima de 60 anos.