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20/05/2010 - 02h14

Rocha Loures: É preciso inovar na educação

Presidente da Fiep critica modelo educacional vigente e enfatiza importância da boa gestão das escolas
Thales Brandão

CidadeMarketing com informação do FIEP

ALTERA O
TAMANHO DA LETRA

Autor do livro Sustentabilidade XXI - Educar e Inovar sob uma Nova Consciência (Editora Gente), em que debate a necessidade da criação de um novo modelo de educação, voltado para a sustentabilidade, Rodrigo da Rocha Loures, presidente da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), proferiu palestra nesta quarta-feira (19) sobre o tema durante a Conferência Internacional de Educação para o Desenvolvimento Sustentável, realizada no Cietep, em Curitiba.

 

Falando sobre "Inovação, Educação e Gestão Sustentáveis no Século 21", Rocha Loures criticou o modelo educacional vigente e reforçou a necessidade de inovar na educação: "Sem inovação, não há sustentabilidade. E educação é uma questão cultural, porque ela se dá no meio formal como na informalidade, daí porquê precisa ser sempre revista. A inovação na educação pressupõe que sistemas educacionais sejam flexíveis e dinâmicos, e o fato é que nossos sitemas tendem a ser conservadores e a se burocratizarem. Daí vem a importância da gestão inovadora na educação", afirmou o presidente da Fiep. "A gestão da escola é igualmente crucial no processo de transformação do indivíduo, porque ela pode bloquear ou abrir espaços", complementou.

 

Rocha Loures também falou sobre o modelo de educação implementado pelo Sistema Fiep ao longo dos últimos sete anos, calcado no princípio da Educação Transformadora, que é um dos eixos estratégicos de atuação da Federação das Indústrias e suas casas - Sesi, Senai e IEL. "Em 2003 matriculávamos 30 mil pessoas. Hoje são mais de 400 mil matrículas, para o mesmo nível de investimento. Com o mesmo recurso, aumentamos em mais de 10 vezes nossa produtividade. Atendemos de forma equilibrada mais de 80 ocupações profissionais. Mas mudamos especialmente a forma de nosso ensino, que auxilia a mudança de atitude e do olhar do aluno. E isso foi possível porque houve uma mudança na gestão", disse.

 

"Não podemos pensar a educação somente como o trabalho do professor em sala de aula. A educação é resultado de um conjunto de atividades, e tudo o que acontece na escola acaba refletindo no aluno. Defendemos a democratização da gestão da educação, que é a melhor maneira de assegurar que a gestão esteja a serviço da necessidade da comunidade, e não o contrário", afirmou o empresário.  "Empresas e organizações são normalmente entendidas como seus aspectos formais, mas organizações são feitas de pessoas, únicas, e cada um tem um enorme potencial. As organizações devem ser olhadas pelos seus elementos constitutivos. Essa é a nossa proposta de trabalho", finalizou.

 

A Conferência Internacional de Educação para o Desenvolvimento Sustentável se encerra nesta quinta-feira (20).



 
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