O governo cobrou novamente das empresas de cartões de crédito e dos bancos a redução de práticas que prejudicam os consumidores, como cobranças indevidas, envio de cartões sem solicitação e falta de informação sobre a cobrança de tarifas. O ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, se reuniu hoje com os presidentes da Febraban (Federação Brasileira de Bancos) e da Abecs (associação das empresas de cartões).
Em nota, o ministério afirma que os representantes do setor "reconheceram as práticas" e devem encaminhar, no início de junho, uma carta com o detalhamento do compromisso assumido. De acordo com o governo, o compromisso se dará paralelamente à regulamentação do setor que será feita pelo CMN (Conselho Monetário Nacional). O conselho irá uniformizar as tarifas no setor de cartões de crédito, assim como já foi feito com as taxas cobradas pelos bancos.
"Precisamos de uma resposta rápida, pois queremos evitar o endividamento dos 30 milhões de novos consumidores brasileiros", diz o ministro em nota. Os problemas com cartões de crédito lideram as queixas referentes ao setor financeiro nos Procons do país. As cobranças indevidas correspondem a 74,3% das reclamações dentro desse segmento.
A Febraban e a Abecs informaram que "estão canalizando os melhores esforços" para atender o consumidor e que têm investido para aperfeiçoar o seu sistema de atendimento. "Num mercado ainda em desenvolvimento como o brasileiro, que cresce cerca de 20% ao ano e no qual novas parcelas da população têm aderido ao uso de cartões todos os dias, há enormes variáveis a serem ajustadas até que a indústria atinja seu ponto de maturidade", dizem as entidades em nota conjunta.
Fonte: FolhaOnline