Os alimentos como um todo respondem, hoje, pela maior parte da oscilação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a chamada inflação oficial. Não é por menos, que qualquer variação - seja por efeitos sazonais ou não - afeta diretamente o desempenho do índice como um todo. No mês de abril, segundo os dados divulgados hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), os brasileiros gastaram até cinco vezes mais que a inflação para comer em casa. Segundo os dados do IPCA, os preços da alimentação no domicílio subiram 1,92% na média nacional em abril. O IPCA do mês ficou em 0,57%. Na cidade de Goiânia, o preço do grupo alimentação no domicílio subiu 2,81%, praticamente cinco vezes mais que a inflação oficial no mês.
Comer em casa, aliás, ficou mais caro que a inflação em todas as capitais pesquisadas pelo IBGE em abril. Além de Goiânia, as maiores altas foram observadas no Distrito Federal (2,37%), Fortaleza (2,34%) e Salvador (2,33%). Os preços do grupo também subiram em Curitiba (2,25%), Recife (2,08%), Rio de Janeiro (2%), São Paulo (1,93%), Belém (1,72%), Belo Horizonte (1,37%) e Porto Alegre (1,33%).
Vilões
O principal vilão da refeição em domicílio foi o subgrupo Tubérculos, Raízes e Legumes, que subiu 10,87% no índice geral, chegando a registrar elevação 17,69%, em Fortaleza. O tomate e a cebola responderam pelas maiores altas do grupo no mês, com 63,43% e 55,40%, respectivamente.
O subgrupo Cereais, Leguminosas e Oleaginosas também teve forte alta em abril, saltando 8,40%. Dos 16 subgrupos que compõem o grupo Alimentação no Domicílio, apenas três tiveram queda nos preços frente a março: frutas (-2,51%), hortaliças e verduras (-2,19%) e bebidas e infusões (-1,18%).
Para cálculo do IPCA do mês de abriu, o IBGE comparou os preços coletados no período de 30 de março a 28 de abril de 2010 (referência) com os preços vigentes no período de 26 de fevereiro a 29 de março de 2010 (base).