O Grupo Pão de Açúcar está confiante na aprovação pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) da aquisição da Casas Bahia. Isso porque, de acordo com o vice-presidente sênior de Operações, Enéas Pestana, não há concentração do mercado nem haverá efeito negativo ao consumidor. "Estamos otimistas em conseguir. Achamos que não há nenhum complicador para a operação", afirmou, durante a divulgação dos resultados do Grupo Pão de Açúcar, que aconteceu nesta terça-feira (2).
Reversibilidade das operações
Em fevereiro deste ano, o Grupo assinou os termos do Apro (Acordo de Preservação de Reversibilidade da Operação), em relação à Casas Bahia. "O que foi determinado nos permite um bom espaço de trabalho", afirmou Pestana.
Dentre as medidas determinadas, estava a manutenção das estruturas de crédito ao consumidor e que as duas companhias mantenham em funcionamento todos os estabelecimentos nos municípios onde exista simultaneamente ao menos uma das lojas de cada empresa, o que abrange 146 localidades, de acordo com o vice-presidente de Operações.
A operação
A aquisição das Casas Bahia pelo Grupo Pão de Açúcar foi anunciada no início de dezembro do ano passado e ocorreu por meio da Globex, controladora do Pão de Açúcar. Na ocasião, explicou-se que, em um primeiro momento, o Pão de Açúcar transferiria para a Globex todos os estabelecimentos de varejo de bens duráveis (Lojas Extra-Eletro), operação que movimentaria R$ 120 milhões.
Após isto, a Casas Bahia constituiria uma nova sociedade denominada Nova Casa Bahia, com a transferência de toda a estrutura operacional, além da incorporação de dívidas de R$ 950 milhões e uma parcela da carteira de crédito de R$ 1,06 bilhão.
Fonte: InfoMoney