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22/02/2010 - 15h48

EUA identificam responsável por código de ataque ao Google, diz jornal

Consultor teria publicado partes do programa em um fórum de hackers. 'Financial Times' não explica conexão entre homem e governo chinês.
Reuters

Reuters

ALTERA O
TAMANHO DA LETRA

Analistas do governo dos Estados Unidos acreditam que um homem conectado ao governo chinês tenha escrito a parte principal de um programa de espionagem usado em ciberataques contra o Google no ano passado, publicou nesta segunda-feira (22) o jornal "Financial Times".   O homem, um consultor de segurança na casa dos 30 anos, publicou partes do programa em um fórum de hackers, onde ele o descreveu como algo em que "estava trabalhando", afirmou o jornal, citando um pesquisador não identificado que trabalha para o governo dos EUA.

 

O criador de spyware trabalha como freelancer e não lançou o ataque, mas as autoridades chinesas tinham "acesso especial" ao seu programa, de acordo com a reportagem.  "Se ele deseja pesquisas no campo em que é melhor, precisa seguir as instruções do governo de vez em quando", teria dito o pesquisador norte-americano não identificado, segundo o jornal.  "Ele preferiria não ter sujeitos de uniforme vigiando tudo que faz, mas não existe maneira de alguém com sua competência escapar a isso. O Estado tem acesso privilegiado ao trabalho desse tipo de pesquisador", acrescentou a fonte.

 

A reportagem não explica como os analistas sabem sobre as conexões entre o homem e o governo chinês.  As alegações sobre o software de espionagem são o mais recente episódio que opôs o Google e os EUA à China, que conta com uma muralha de controle sobre a Internet e uma legião de hackers.  Em janeiro, o gigante das buscas ameaçou sair da China e fechar seu portal em chinês Google.cn devido a queixas de censura e ataques sofisticados praticados por hackers chineses.  Washington apoiou essas queixas e pediu a Pequim para investigar as denúncias de ação de hackers de forma meticulosa e transparente, Pequim diz que se opõe à ação de hackers.

 

A reportagem do "Financial Times" também menciona fontes não identificadas que confirmaram informação do "New York Times", segundo a qual analistas teriam identificado a origem dos ataques on-line em duas instituições educacionais chinesas, a prestigiosa Universidade Jiaotong, em Xangai, e a escola vocacional de Lanxiang.



 
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