A redução total da energia consumida nesta edição do horário de verão foi de 0,5%, segundo estimativa do Ministério de Minas e Energia (MME). No período, que se iniciou no dia 18 de outubro e se encerra a zero hora do dia 21 de fevereiro (de sábado para domingo), as regiões Sudeste e Centro-Oeste consumiram cerca de 560 GWh a menos e Sul teve queda de 226 GWh.
A previsão de redução na demanda para esta edição deve ficar em 4,5% nas regiões Sudeste e Centro-Oeste (1.900 MW) - o suficiente para abastecer uma cidade com 5 milhões de habitantes. Ainda de acordo com o MME, no Sul, a diminuição na demanda é estimada em 4,7%, o que representa 575 MW - uma cidade de 1,5 milhão de habitantes.
Média
A redução média na demanda por energia no horário de "pico" do consumo - entre 18h e 21h - foi de 4,7% nos últimos dez anos. A consolidação dos dados deste ano é divulgada algumas semanas após o término do horário de verão. Esta foi a 36ª vez que a medida foi implantada no país.
O horário de verão é adotado nesta época porque o calor faz aumentar o consumo de energia e também por causa do aumento na produção industrial às vésperas do Natal. A ideia é aproveitar a maior iluminação solar para reduzir o consumo de energia elétrica.
O forte calor registrado no início de fevereiro levou a recordes no consumo de energia elétrica no Sistema Integrado Nacional, impulsionado principalmente pelas regiões Sudeste, Centro-Oeste e Sul, que registraram temperaturas bem acima da média.