

Luis Berrondo, presidente mundial da Mabe, está no Brasil para anunciar hoje oficialmente o negócio. Com a aquisição, a Mabe passará da terceira posição, com 16% do mercado de linha branca, para a vice-liderança, com 25%. Fica atrás apenas da Whirlpool, que detém 40% das vendas com as marcas Brastemp e Consul. A Electrolux cai para a terceira posição, com 21% do mercado. A intenção da Mabe é manter as marcas da empresa adquirida.
O negócio apressa a meta traçada por Berrondo. Em agosto do ano passado, quando esteve no Brasil, ele disse ao Estado que pretendia conquistar entre 25% a 30% do mercado de eletrodomésticos nos próximos cinco anos. Menos de um ano depois, ele atingiu o desejado. Na época, o presidente mundial da Mabe justificou o interesse pelo Brasil destacando que o mercado da América Latina é o que mais vai crescer nos próximos anos por causa do tamanho da população e do potencial de consumo da nova classe média.
As negociações para a compra da BSH Continental ocorrem desde o ano passado, quando a companhia alemã resolveu se desfazer a operação brasileira. A decisão de sair do País foi tomada porque a empresa não conseguiu resultados satisfatórios com as exportações, que representavam a metade da operação da companhia no Brasil. "O modelo da empresa era exportador e foi prejudicado primeiro pela baixa do dólar e agora pela falta de demanda por eletrodomésticos no mercado externo. A crise foi o catalisador do negócio", diz uma fonte.
Além da Mabe, a Esmaltec, fabricante de fogões, do Ceará, disputou a compra da BSH Continental na reta final da conclusão do negócio. A Semp Toshiba também chegou a olhar a compra da BSH, mas resolveu adiar seu plano de expansão em linha branca. Para a Mabe, a aquisição da BSH Continental é estratégica, especialmente por causa do segmento de fogões, que é o ponto forte da BSH Continental.