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23/01/2010 - 17h31

Investimento ideal depende de perfil da renda; veja dicas de especialistas

G1

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ALTERA O
TAMANHO DA LETRA

Com a economia em plena recuperação em 2010, de acordo com as previsões dos analistas, as oportunidades para fazer render as economias pessoais aumentam. Mas, para escolher o investimento certo, é preciso ficar atento ao seu perfil de gastos e ao rendimento de cada opção. 

 

"Primeiro, é preciso interpretar o seu perfil em relação ao risco do investimento. Quanto mais jovem, mais alta a participação da renda variável", afirma Pedro Galdi, analista-chefe da SLW Corretora. Ele ressalta, porém, que o mais indicado é distribuir seus recursos em diversos tipos de investimentos. 

 

As opções disponíveis se dividem em renda fixa e renda variável. Na renda fixa, os retornos são garantidos e o consumidor já tem ideia, de antemão, de quanto seu investimento pode render. Entre essas opções estão a poupança, os fundos de renda fixa, CDB (Certificado de Depósito Bancário), o Tesouro Direto ou debêntures.  No caso da renda variável, se encontram os investimentos em ações e também em fundos multimercado. Como oferecem mais risco, essas aplicações têm rendimentos maiores.

 

O educador financeiro Mauro Calil afirma que, antes de partir para a renda variável, todos devem ter pelo menos 12 meses de suas despesas investidos em renda fixa. "Assim, se você perde o emprego, por exemplo, tem um ano de fôlego", diz.  A vantagem da renda fixa é que há a opção de resgatar o dinheiro investido a qualquer momento, sem que parte de seus recursos seja perdida. No caso da renda variável, como ações, por exemplo, o momento de necessidade pode ocorrer justamente em um período de baixa da Bolsa, o que faria com que o investidor perdesse parte do dinheiro aplicado.

 

"Se a pessoa tiver muita poupança, o ideal é diversificar o investimento", diz o professor de Finanças da USP (Universidade de São Paulo) Keyler Rocha. "Com R$ 50 mil, R$ 100 mil, ele pode chegar no banco e negociar a aplicação com sucesso."  "Quem tem mais dinheiro pode se dar ao luxo de pensar mais ao longo de prazo", complementa o vice-presidente da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças), Miguel José de Oliveira. "Mas, em geral, o dinheiro que sobra é de emergência, e não para especular." 

 

Para quem não tem tanto dinheiro guardado ou já tem gastos maiores, como aluguel e filhos, a melhor opção é, portanto, a renda fixa. Aqueles que podem assumir mais risco, pois têm economias maiores ou menos idade, podem procurar uma corretora e investir na Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo), ou fazer as aplicações sozinho.

 

Conheça abaixo os tipos de investimento e as dicas dos especialistas ouvidos pela Folha Online:

Renda Fixa

Poupança - paga taxa fixa de 0,5% mais TR (Taxa Referencial, que fechou 2009 em 0,7%). Mais versátil, ela tem liquidez diário, mas a rentabilidade do investimento é mensal. Ou seja, os rendimentos só entram na conta no mensário da aplicação. A vantagem da poupança é que não é preciso pagar Imposto de Renda sobre os recursos aplicados nem há taxa de administração.

CDB - são títulos emitidos pelos bancos para captar dinheiro e consistem em um depósito a prazo predeterminado, com rentabilidade pré ou pós-fixada. Os pré-fixados tem juros determinados com antecedência, enquanto os pós são atrelados à TR. É preciso pagar IR sobre a aplicação na hora do resgate do dinheiro. Quanto mais dinheiro investido, melhor a taxa de juros.

Fundos de renda fixa - são títulos que pagam, em períodos definidos, uma remuneração determinada no momento da aplicação ou do resgate. Em geral, os investidores têm de pagar taxa de administração, que varia de corretora para corretora e consome parte da rentabilidade. Os especialistas afirmam que com taxa até 1%, o investimento nesses fundo vale a pena. O Imposto de Renda também incide sobre essas aplicações, com periodicidade semestral. A alíquota varia entre 15% e 22,5%.

Tesouro Direto - as regras são basicamente as mesmas dos fundos de investimento, mas, nesse caso, são comprados títulos do governo. Nesse caso, porém, não há taxa de administração. A desvantagem é que você mesmo deve fazer a reaplicação dos investimentos, o que pode complicar a vida do investidor.

Debêntures - são títulos de empresas. Entre as opções de renda fixa, são aquelas que têm o melhor rendimento, mas a liquidez é baixa e é preciso conhecer a empresa em que se está investindo, para evitar surpresas.

 

Renda Variável

Fundos multimercado - o dinheiro investido é aplicado em diversos tipos de ativos --entre títulos públicos e ações--, equilibrando a composição da carteira.

Ações na Bolsa de Valores - opção bastante conhecida, pode trazer fortes ganhos, mas também prejuízo. É preciso ficar atento às melhores opções de papéis e à tendência de médio e longo prazo do mercado. Neste ano, a previsão é de que a Bovespa tenha valorização entre 20% e 30%. Pedro Galdi, da SLW, lista as ações em que investir em 2010:

 

Alimentos
BRF

Marfrig

 

Varejo
Pão de Açúcar
Americanas

Renner

 

Bancos
Bradesco

Itaú

 

Açúcar e álcool
Guarani

São Martinho

 

Construção

MRV

 

Energia
CPFL

Light

 

Papel e celulose
Klabin

Suzano

 

Siderurgia
Gerdau

Vale

 

Companhias aéreas
Gol

TAM

 

Autopeças
Marcopolo

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