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20/01/2010 - 16h02

Pão de Açúcar foca em baixa renda e quer investir em postos e drogarias

GIULIANA VALLONE

FolhaOnline

ALTERA O
TAMANHO DA LETRA

Após duas importantes aquisições no setor de eletroeletrônicos em 2009, o Grupo Pão de Açúcar quer continuar expandindo suas atividades no varejo nos próximos anos. O plano de investimentos do grupo, que prevê R$ 5 bilhões entre 2010 e 2012, inclui como um dos focos a abertura de postos de gasolina e drogarias fora das lojas já existentes.  "Aprendemos a operar com retornos nesses segmentos [com as lojas já existentes] e eles passaram a nos interessar", afirmou Enéas Pestana, vice-presidente sênior do grupo. Segundo ele, o Pão de Açúcar analisa possibilidades de aquisição no setor. "Depois da crise, as empresas ficaram mais abertas a conversar sobre vendas ou aquisições."

 

Os postos e drogarias a serem abertos levarão a marca Extra, que será fortalecida pelo grupo no triênio 2010-2012. Atualmente, o Pão de Açúcar já opera 147 drogarias e 78 postos de gasolina.  Os investimentos anunciados nesta quarta-feira para o período serão focados na abertura de novas lojas --ao todo, serão 300, cem delas só neste ano--, reformas das instalações já existentes, aquisição de terrenos estratégicos e tecnologia da informação.

 

"Estamos muito otimistas com 2010, que deverá ser um ano excelente para o varejo", afirmou Pestana, citando a Copa do Mundo, as eleições e o crescimento da renda e do emprego como fatores positivos para o setor.  Os planos não incluem o setor de eletroeletrônicos, que deve ter sua própria estratégia após a aprovação da operação com as Casas Bahia pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), que não tem data para ocorrer.

 

Mesmo com todas as marcas do grupo recebendo recursos nos próximos anos, o foco do Pão de Açúcar será investir em lojas de vizinhança, como Extra Fácil e Extra Supermercado, mais direcionados às classes B e C, além do "atacarejo" Assai. Para este último segmento, a ideia é dobrar a participação nas vendas do grupo (de 10% para cerca de 20%) até 2012.  Sem dar os números exatos, Pestana afirmou que os pontos centrais dos investimentos serão Nordeste e Centro-Oeste (com as marcas Assai e Extra) e São Paulo, que deve receber, ao longo dos próximos três anos, entre 50 e 60 lojas de conveniência do grupo, as chamadas Extra Fácil.

 

Além disso, o Rio de Janeiro vai voltar a receber recursos do grupo, após anos sem investimentos no local. "O Rio de Janeiro é um mercado difícil", afirmou Pestana. De acordo com ele, o dinheiro no Estado será direcionado para lojas Pão de Açúcar e Extra Supermercado.



 
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