O número de horas trabalhadas necessárias para comprar a cesta básica foi o menor em 2009 desde 1970, segundo pesquisa do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). Os dados fazem parte de levantamento sobre o custo do conjunto de itens básicos, divulgado nesta segunda-feira. Das 17 capitais pesquisadas, 16 apresentaram queda nos preços.
O trabalhador que ganha o salário mínimo precisou cumprir jornada de 109 horas e 53 minutos na média do ano passado, enquanto em 2008 eram 126 horas e 54 minutos. Em 1970, o número ficou era de 106 horas e 11 minutos. Também caiu o percentual do mínimo comprometido com a compra, que correspondeu a 49,47% no ano passado. Em 2008, era de 57,68%. O último ano em que o número tinha sido inferior ao do ano passado foi em 1971, com 46,58%.
Entre os fatores que o Dieese aponta para a mudança estão a queda de preços dos alimentos em 2009 e a política de recuperação do salário mínimo nos últimos anos. Segundo a pesquisa, o arroz ficou até 30,14% mais em conta. Isso ocorreu em Aracaju. Já o custo do feijão teve redução máxima de 50,48%, em Goiânia. A carne teve queda em 16 das 17 capitais avaliadas. Entre as maiores queda está Florianópolis (15,92%), Goiânia (12,98%) e o Rio de Janeiro (11,49%).