
Quando estourou a crise, no final de 2008, o presidente da Nestlé, Ivan Zurita, 56, estabeleceu a meta de crescer pelo menos 3%, independentemente do tamanho do tombo da economia mundial e brasileira. Agora, a empresa tem planos de crescer ainda mais.
Decidido a ganhar mercado, investiu agressivamente em marketing e em novos produtos. Quando o crédito secou, assumiu o papel de banco, socorrendo 44 mil fornecedores. Investiu R$ 800 milhões na compra de fábricas, em parcerias e na construção de novas linhas e de novas fábricas -como a de Araraquara (SP).
O esforço se traduziu em crescimento de mais de 10%. O faturamento saltou de R$ 14 bilhões para R$ 15,5 bilhões. "Crescemos uma Danone neste ano", diz Zurita, que não descarta crescer duas Danone no ano que vem. "Se pudermos, vamos crescer 20%. Queremos dobrar de tamanho até 2012."