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Carlos Hilsdorf
Carlos Hilsdorf
Economista, pós-graduado em marketing pela FGV, consultor e pesquisador do comportamento humano. Palestrante do Congresso Mundial de Administração (Alemanha) e do Fórum Internacional de Administração (México). Autor do best seller Atitudes Vencedoras, apontado como uma das melhores obras do gênero. Referência nacional em desenvolvimento humano • contato@carloshilsdorf.com.br

 
18/11/2010 - 08h53

Marketing e Paixão

A paixão do cliente é a meta, o topo da montanha, ou se quisermos, o degrau almejado na escalada do sucesso comercial...
ALTERA O
TAMANHO DA LETRA

Em tempos tão competitivos é natural que se espere do Marketing estratégias para conquistar, encantar e fidelizar clientes. Ou seja, atribui-se ao marketing a difícil tarefa de desvendar os segredos da paixão e criar um modelo para gerar e manter este estado entre clientes e empresas no ambiente dos negócios.Felizmente o Marketing possui pesquisas, teorias e ferramentas à altura de tal desafio. Além disso, trabalhar com marketing é apaixonante, portanto, o estado de quem de fato se dedica a compreendê-lo é "apaixonado".

 

Em segundo lugar, quando se fala de fidelização, não estamos falando de outra coisa senão de uma "paixão comercial".A "escada" que conduz à fidelização começa com o estabelecimento de confiança. Sem ela, nem mesmo a primeira transação comercial pode ser realizada. Todos os esforços iniciais de comunicação, posicionamento, precificação, etc, visam conquistar a confiança dos possíveis clientes (prospects).

 

 

Vencido o primeiro desafio, compreendemos que não basta obter confiança, teremos que fazer a gestão da confiança para que ela se mantenha ao longo do tempo originando credibilidade (aqui entendida como confiança mantida ao longo do tempo). Conquistada a credibilidade, teremos igualmente que fazer a sua gestão, mantendo-a sempre, ao ponto de conquistarmos a admiração de clientes, submetidos a sucessivos "momentos da verdade" positivos.

 

Conquistar a admiração já é um estágio mais avançado na direção da fidelização. A conquista da admiração dos clientes demonstra que já não estamos simplesmente atendendo às suas expectativas, mas superando-as em alguma medida.

 

Esta superação de expectativas terá que ser mantida através de uma política de atendimento, vendas e gestão orientada para o cliente. É a manutenção da admiração com níveis crescentes de satisfação a cada interação que conduz ao próximo estágio: o encantamento.

 

Neste ponto há certa variedade de opiniões entre diferentes autores e pesquisadores: uns apontam para a necessidade de sobreencantar os clientes (superar o encantamento), outros no sentido da manutenção deste nível de encantamento.

 

Qualquer uma das duas posições teóricas mais defendidas visa o mesmo objetivo: tornar o cliente apaixonado pela marca, produto, serviço e empresa!

 

A paixão do cliente é a meta, o topo da montanha, ou se quisermos, o degrau almejado na escalada do sucesso comercial...

 

A paixão é um estado intenso e por esta característica, clientes apaixonados tornam-se defensores e principais divulgadores das razões de sua paixão através do poderoso boca-a-boca; email-a-email; além das redes sociais e etc. Quem está apaixonado sempre defende o objeto de sua paixão.

 

Trabalhar com Marketing é trabalhar com a parte mais humana, intensa, criativa, inovadora e instigante do universo dos negócios. O grande desafio do Marketing é gerar negócios estabelecendo uma ponte entre empresas, marcas, produtos e serviços (também desenvolvidos sob seus critérios) e seu público-alvo. Tudo isso na instável, mutante e enigmática arena dos negócios. Só os apaixonados por marketing conseguem apaixonar seus clientes e os clientes de seus clientes!

 

Quem ainda não pensa assim, ainda não foi apresentado ao Marketing... Paixão e marketing são praticamente uma coisa só. Experimente!



 



 
Comentários
Fabiano Salvo | 29/11/2010 | 09h43
Interessante o artigo, mas não concordo com o final. Marketing e Paixão não são a mesma coisa. Entendo que o Marketing é a parte racional que, quando bem trabalhada e pensada, estimula e se aproveita do passional. Eu, profissional de marketing e apaixonado pela profissão, preciso entender o maketing como ferramenta que gere ROI, por meio da paixão do meu target, seja pela minha marca (ou até mesmo pela marca concorrente). Essa estratégia deve ser estruturada pela razão. Assim, Marketing e paixão não são a mesma coisa e, se quer, um dia serão.
Ludmille Cazarotto | 18/11/2010 | 10h30
Adorei o artigo, simplesmente falou a essência do Marketing! Amo essa área e em 2011 quando já formada em Administração, irei me especializar.
Fabiano Salvo | 29/11/2010 | 09h45
Interessante o artigo, mas não concordo com o final. Marketing e Paixão não são a mesma coisa. Entendo que o Marketing é a parte racional que, quando bem trabalhada e pensada, estimula e se aproveita do passional. Eu, profissional de marketing e apaixonado pela profissão, preciso entender o maketing como ferramenta que gere ROI, por meio da paixão do meu target, seja pela minha marca (ou até mesmo pela marca concorrente). Essa estratégia deve ser estruturada pela razão. Assim, Marketing e paixão não são a mesma coisa e, se quer, um dia serão.
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