O comércio eletrônico no Brasil movimentou em 2009 mais de R$10 bilhões e a estimativa para 2010 é de que cresça mais de 30%. Qual o segmento que passou da casa dos bilhões e que cresce a essa velocidade em um mundo pós-crise? Não conheço nenhum outro. Mesmo assim, o segmento do comércio eletrônico ainda representa apenas uma pequena parcela dos investimentos das empresas do país. Micro e pequenas empresas, principalmente, estão em sua maioria de fora desse mercado. Quais as consequências disso?
O comércio eletrônico é hoje uma das maiores oportunidades de distribuição de re¬nda em nível global. Vivemos sobre a égide da tecnologia de informação e, sendo a internet a grande propulsora dessa nova economia digital, é natural que uma forma de comércio baseada no ambiente interativo seja extremamente valorizada.
Desde 1876, com o lançamento dos famosos catálogos da Sears, o mundo passou a conhecer uma nova forma de transação comercial - a venda da informação e não do objeto em si. A partir da venda por catálogo começou a haver um descolamento da economia dos átomos, dos objetos em si, da economia da informação, das informações sobre o objeto.
Quando fazemos uma compra em um comércio eletrônico - ou em um catálogo - com um cartão de crédito, na realidade estamos comprando a informação de que existe aquele objeto (com todas as suas especificações de preço, tamanho, cores etc.), não o objeto propriamente dito. A compra é feita não com dinheiro, mas com a informação que o cartão de crédito traz sobre o dinheiro do comprador. É uma transação de informações. Nos bastidores, alguns dias depois, o produto chega ao consumidor e o dinheiro é transferido para a conta do vendedor. A informação sobre o objeto e a informação sobre o dinheiro precedeu a compra dos objetos.
Em um mundo em que a informação é a base de todo o nosso sistema econômico, somente entendendo tal dinâmica e sabendo usufruir dela é que as empresas se tornarão cada vez mais lucrativas. Com a internet, o comércio eletrônico é o comércio em total adaptação com a economia digital. É de se admirar que a maioria das empresas não tenha percebido tal dinâmica e não invistam o necessário em ações digitais.
Ou seja: em uma realidade que as informações são o alicerce de nossa economia, a comunicação é um dos mais importantes fatores críticos de sucesso para uma organização. Saber se comunicar de maneira eficaz é condição sine qua non para uma estratégia eficiente, tendo em vista que vivemos num mundo baseado em bits.
Um comércio eletrônico nada mais é do que informação sendo comunicada nos mais variados formatos, seja por imagem, por texto ou por vídeo. Esta informação deve ser perfeitamente compreendida em um ambiente novo e não natural para o ser humano - o ambiente digital da telinha. Telinha, por enquanto é o computador, em pouco tempo, será o celular.
O comércio eletrônico só tende a crescer porque ele cresce junto com a própria internet e a economia digital. Ele cresce junto com a quantidade cada vez maior de computadores plugados na rede que há no Brasil e no mundo ano a ano. Só em 2009 foram vendidas 11 milhões de unidades de computadores, entre desktops e notebooks e para 2010 a previsão é de uma venda de mais de 12,5 milhões de unidades. Um mercado em crescimento e que faz com que o Brasil já seja o quarto maior mercado de PCs no mundo - com chances de se tornar o terceiro ainda em 2010.
Esses dados só reafirmam a informação de que o comércio eletrônico é um dos mais promissores no Brasil e que tem tudo para atuar como um catalisador econômico, gerando distribuição de renda por meio da distribuição de informações que a internet propicia. A sua empresa ainda está do lado de fora da nova economia?