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Fernando Adas
Fernando Adas
Diretor de atendimento e planejamento da Fine Marketing, especialista em Comunicação Dirigida e Varejo. Na Fine Marketing, desenvolve projetos de atualização cadastral, pesquisas, RSVP e relacionamento com clientes junto à empresas do segmento imobiliário, telecom, eventos, serviços e varejo. Atua também como consultor em treinamento de equipes comerciais • fernando@fmarketing.com.br • www.fmarketing.com.br

 
14/06/2010 - 10h11

Marcas eternas

Renovação de marcas são sempre um desafio e uma necessidade.
ALTERA O
TAMANHO DA LETRA

Fotografia: Bob Wolfenson

 

A ex-modelo e empresária Luiza Brunet, 48 anos, mãe de dois filhos, tira a roupa e mostra as tatuagens pelo corpo em um ensaio sensual assinado pelo fotógrafo Bob Wolfenson. O resultado pode ser conferido na revista Homem Vogue, deste mês de junho. Luiza é um clássico da publicidade e um case de share of mind. Sua credibilidade tem longevidade há décadas e sua capacidade de se revitalizar é digna de admiração.  Modelo, empresária, atriz e política, Luiza se supera nos posicionamentos de mídia. Qual o segredo de tanta vitalidade mercadológica?

 

Acredito que a primeira pista esteja na capacidade destas marcas em se adaptarem, sintonizarem-se com os apelos de determinado público e época. A marca não morre porque consegue ressuscitar constantemente para novos ciclos vitais compostos por Apresentação, Conquistas, Rentabilização, Fidelização e Recuperação de Clientes.

 

Em segundo lugar, a marca adota cada vez mais uma estratégia de nichos, ou seja, apresenta-se com formas e benefícios específicos para públicos segmentados. Luiza tem apelos específicos a um perfil particular do segmento de moda, defende causas políticas em Búzios e já fez participações em novelas da TV Globo. Atua em várias frentes, mas sempre dentro de limites específicos e determinados.

 

Um terceiro aspecto a ser observado está na revitalização da aparência. Sabemos que o consumidor compra a forma, mais que o conteúdo. A compra torna-se emocional e os apelos, mais efêmeros e, por isso, mais passíveis de renovação frequente. Quando se vê Luiza, nua e com uma tatuagem na virilha, percebe-se que algo de novo surge na modelo clássica dos anos 80 e na empresária bem-sucedida dos anos 90.

 

Renovação de marcas são sempre um desafio e uma necessidade. Seguem o tripé de comunicação formado pelo público-alvo, pela oferta e pela forma da abordagem. Pode-se renovar uma marca, mudando-se o público-alvo como mote principal. Entretanto, ofertas e abordagem também se alteram.

 

O varejo traz casos clássicos nesse sentido. Nos anos 90, Lojas Marisa reposicionaram-se para atingir um público de renda superior à habitual classe C predominante nas lojas. Para tanto, reposicionou seus produtos, criou marcas próprias, inovou no visual de merchandisng e ainda implantou um treinamento de atendimento direcionado a uma cliente mais qualificada e necessitada de informações além do preço.

 

Outro caso clássico ocorreu com a Daslu ao inaugurar sua primeira loja em shopping center e se defrontar com uma cliente mais apressada e focada em compras de conveniência. A loja precisou adaptar-se ao auto-atendimento e a um cliente menos disposto a gastar horas no provador.

 

Ambas as marcas são exemplos de rejuvenescimento e vigor. Mudam para permanecer onde estavam, ou seja, nas listas de top of mind. Exuberantes e bem posicionadas. Tal qual nossa linda Luiza que nas suas quase cinco décadas de existência, tem a ousadia de retomar seus bons tempos de ensaios fotográficos que tanto embelezaram os anos 80.



 



 
Comentários
Miriam Ester Montagna | 16/06/2010 | 15h38
Parabéns pelo artigo Marcas eternas! Ele nos relembra da necessidade de conhecermos e nos adapar ao nosso cliente o tempo todo!
Marcius | 29/06/2010 | 10h16
Fernando, A busca pela eternidade passa sobre as variáveis que comenta neste belo artigo, além do fato que, as pessoas sempre procuram um porto seguro em relação a sua compra, desta forma, os ícones de consumo, terão que ter uma mensagem sempre ilibada, como é o caso da Brunet, que tem um carisma natural, assim como outras marcas e outras pessoas, mas, fico sempre na dúvida quando ocorre um arranhão na imagem, será que sempre restará aquele ranço, como a própria Daslu ou o Ronaldo, onde olhamos para a marca e já pensamos no que ocorreu, mas que, ainda assim consumimos, por talvez não existir outro produto ou lugar?
Fernando Adas | 07/07/2010 | 10h47
Pois é, Miriam. Marcas são certidões de casamento capazes de criar e manter vínculos entre produtos e consumidores. E como todo casamento que se pretende duradouro, há sempre a necessidade de um rejuvenescimento das praticas e benefícios mútuos. Pense em uma marca adotada por você, há muitos anos. Por que estão juntas há tanto tempo? Certamente, a marca entende você e lhe dá satisfação e valor agregado justo.
Fernando Adas | 07/07/2010 | 10h50
Oi, Marcius. O consumidor brasileiro é promocional por natureza e formação. Busca variedade de vínculos e sempre quer novidades. Por isso, as marcas eternas são vitoriosas e sobreviventes neste contexto de tantas ofertas, muitas efêmeras.
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