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Fernando Adas
Fernando Adas
Diretor de atendimento e planejamento da FMarketing – The Fine Marketing. Com mais de 20 anos nas áreas de Marketing Direto e Comunicação Dirigida, Fernando já atuou como executivo de Marketing em empresas como Mappin, Lojas Marisa, Casas Pernambucanas, Claro Digital e já desenvolveu projetos de consultoria para Shopping Iguatemi, Pátio Higienópolis e Grupo Rede. Publicitário graduado pela ESPM/SP e especializações em Marketing Direto pela FGV/SP e pela Universidade de Toronto, no Canadá, Fernando é um especialista em Comunicação de Varejo e em Projetos de Atendimento e Relacionamento em Marketing Direto • fernando@fmarketing.com.br

 
04/02/2010 - 00h33

Cérebro Eletrônico e o Briefing nos Tempos Modernos I

Share/Bookmark ALTERA O
TAMANHO DA LETRA

Sim! Tenho conseguido chegar em casa antes da novela das sete e comecei o ano ouvindo Gilberto Gil na música de abertura. Anos atrás, Marisa Monte havia nos brindado com essa pérola de reflexão sobre os tempos modernos, que nos leva a pensar alguns momentos de nossa vida corporativa.

 

As empresas andam com seus cérebros eletrônicos a mil por hora. Executivos fazem tudo, quase tudo.  Elaboram, planejam, cruzam dados, emitem planilhas, mas, muitas vezes, ficam mudos. Que os briefings estão mais econômicos e monossilábicos, todos já sabem. Que as empresas estão ansiosas por prazos e com foco excessivo no operacional, também deixou de ser novidade. O que me surpreende nesta cadeia produtiva é esse ruído entre o comandar, o desmandar, o mandar, cujo resultado final, não anda.

 

Sofremos muito com essa palidez de informações, por parte das empresas contratantes. Só ela pode pensar se Deus existe. Só ela pode chorar, se esforçar e obter informações capazes de gerar boas campanhas. É lógico que os fornecedores, com seus botões de ‘carne e osso' ajudam na interlocução, no ‘falo e ouço' mais objetivo e capaz de produzir um diagnóstico e um plano de ação. Para tanto, o bom roteiro de briefing torna-se fundamental e assegura boas ideias capazes de envolver toda a equipe, do Atendimento ao Criativo, da Produção ao Consumidor.

 

Toda vez que somos chamados a uma reunião de projeto, tentamos perguntar mais que responder. É uma postura de resistência que insistimos em manter para que possamos decidir se a campanha terá vida ou morte. E porque somos ‘vivos pra cachorro', sabemos que nenhuma campanha mal planejada foge do caminho inevitável para a morte.

 

Nós acreditamos nos clientes. Acreditamos em seus cérebros que, mesmo eletrônicos, são temperados por emoções que os aquecem. Não cremos no impulso primitivo para a morte e entendemos que toda campanha tem seu começo, meio e fim. E que um bom fim é fruto de um bom começo.  Por isso, mesmo conscientes dos botões de ferro e dos olhos de vidro que o mercado nos impõe, prosseguimos animados, dançando conforme a música e crentes de que a persistência, a paciência e a informação também são impulsos capazes de dar vida aos projetos.

 

Quer ouvir a música?

 

 



 



 
Comentários
Miriam Montagna | 06/02/2010 | 13h58
Concordo plenamente! Entendo também que a necessidade gera movimento e, mais cedo ou mais tarde, conseguiremos uma comunicação mais adequada nesse mundo cibernético.
Fernando Adas | 08/02/2010 | 09h20
Pois é Miriam. Só espero que até lá.... não nos bombardeiem tanto com campanhas, ações e ofertas tão duras quanto o ferro e o vidro... Um abraço.
Fernando Adas | 08/02/2010 | 09h37
Pois é Miriam. Só espero que até lá.... não nos bombardeiem tanto com campanhas, ações e ofertas tão duras quanto o ferro e o vidro... Um abraço.
Mauricio Godoy | 08/02/2010 | 11h26
Texto genial. Palavras que descrevem exatamente que a relação cliente-fornecedor anda fragilizada demais por contas de coisas que nem vale a pena listar. Eu queria deixar de viver o monossilábico e ser mais intenso nas relações. Mas isso ainda faz parte do sonho de trabalhar num lugar perfeito, onde as coisas acontecem e o sucesso é sempre alcançado, simplesmente por ter feito tudo na ordem certa e correta. "...Há um mundo bem melhor...todo..."
Fernando Adas | 10/02/2010 | 15h33
Grato pelo comentário, Maurício. Também sou otimista em relação ao assunto. Precisamos “colar” em nossos clientes e extrair deles, a melhor essência aos projetos. Abraços.
Daiany | 15/02/2010 | 19h23
Adorei esse artigo, concordo com artigo, acho que precisam melhorar a comunicação com clientes e fornecedores.
Daiany | 15/02/2010 | 19h33
Adorei esse artigo, concordo com artigo, acho que precisam melhorar a comunicação com clientes e fornecedores.
Fernando Adas | 23/02/2010 | 08h10
Pois é, Daiany... discutindo e trocando idéias chegamos lá. Abraços.
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