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Thales Brandão
Thales Brandão
É formado em administração com ênfase em marketing pela Faculdade de Sergipe, possui MBA Executivo em Administração com ênfase em Marketing pela FGV-RIO. Professor de Administração Mercadológica da Faculdade de Ciências Humanas e Sociais (AGES). É consultor de marketing e gestão de marcas para pequenas e médias empresas. Editor Executivo do Portal CidadeMarketing.com.br • thalesbrandao@cidademarketing.com.br

 
04/05/2009 - 22h54

A mídia gerada pelo consumidor.

Com o advento da web 2.0, ou seja, uma internet como plataforma que utiliza um efeito de rede aproveitando a inteligência coletiva.
ALTERA O
TAMANHO DA LETRA

Com o advento da web 2.0, ou seja, uma internet como plataforma que utiliza um efeito de rede aproveitando a inteligência coletiva e o avanço das tecnologias digitais, o consumidor passa a ter um acesso maior à informação bem como a facilidade em expressar suas opiniões. Nesse cenário surgiu à mídia gerada pelo consumidor ou consumer generated media, que são conteúdos criados e divulgados pelo próprio consumidor, estando presentes em comentários, fóruns, lista de discussões, blogs, fotologs, comunidades, grupos e sites participativos.

Os consumidores passaram a utilizar essas ferramentas para divulgar, sobretudo, suas experiências pessoais e opiniões em relação a produtos, serviços, marcas, empresas e notícias, assim como acontece com o boca a boca tradicional bastante utilizado dentro do nosso processo de compra. A consagração da prática de marketing acontece no momento em que se realiza a aquisição dos bens ou serviços oferecidos. E, cada vez mais, estende-se à pós-aquisição, a fim de garantir a satisfação plena e a fidelização do consumidor.

Quando essa aquisição – genericamente denominada consumo – não ocorre de maneira plena satisfatória, todo o esforço de marketing está condenado ao fracasso. Segundo Mitsuru Higuchi, o comportamento de um mercado costuma ser avaliado pela média de comportamento de seus componentes. Mas, dentro dele, grupos diversos apresentarão médias diversas, formando nichos mais receptivos ou mais refratários aos bens e condições que temos a oferecer.

O marketing deve estar sempre atento a essas variáveis de comportamento do consumidor, não só para a formulação de suas estratégias, mas também para detectar riscos, ameaças ou até novas oportunidades. A inteligência de marketing deve monitorar e analisar o boca a boca online, visando assim manter um diálogo aberto, franco e pessoal com seus consumidores em outro nível: o da camada social, que chamamos de social mídia.

 

Segundo Kotler, a inteligência de marketing é a coleta e a análise sistemáticas de informações publicamente disponíveis sobre concorrentes e desenvolvimentos no ambiente de marketing. O contato e a relação próxima com o consumidor é importante e vital para o sucesso de qualquer produto ou serviço. O consumidor é a principal fonte de informação, ele pode ser seu melhor amigo ou seu pior inimigo, a sua exteriorização de experiência é vivenciada e relatada através do boca a boca online.

No Brasil, empresas como Microsoft, Natura e Boticário já possuem grupos de profissionais para relacionamentos online, os chamados “mediadores da web 2.0” que têm a função de monitorar as mídias sociais como Orkut, Youtube, blogs, fóruns e outros canais de comunicação online. A necessidade de preparar esses profissionais para entender à relação consumidor e marca é fundamental para gerar inteligência de marketing às empresas.

 

 

As comunidades virtuais representam um espaço de oportunidades e riscos para as empresas, em função do grande número de pessoas interconectadas e do modo espontâneo dos consumidores se expressarem. As mensagens chegam rapidamente a seus participantes, e seus efeitos para as marcas podem ser positivos ou negativos.

O papel do profissional de marketing é interpretar a fala dos consumidores no ambiente online gerando assim oportunidades de marketing, relacionamento e monitoramento de reputação da marca. Esse canal online deve ser correspondido de forma individual para o consumidor e respeitando o objetivo principal das redes sociais que é o compartilhamento de idéias entre pessoas que possuem interesses e objetivo em comum e também valores a serem compartilhados.
Em vez de ignorar, use o poder da mídia social para favorecer o crescimento das marcas e empresas.

Alguns exemplos de mídias sociais:

Comunicação
Blogs: Blogger, Wordpress
Microblogs: Twitter, Pownce
Redes sociais: Orkut, Facebook, LinkedIn, MySpace
Eventos: Upcoming

Colaboração

Wikis: Wikipedia
Social bookmarking / Agregadores de sites: Del.icio.us and StumbleUpon
Social News ou crowdsourcing: Digg, Reddit, EuCurti, Rec6
Sites de opiniões: Epinions

Multimídia

Compartilhamento de fotos: Flickr, Zooomr
Compartilhamento de vídeo: YouTube, Vimeo
Livecasting ou transmissão ao vivo: Justin.tv
Compartilhamento de música/áudio: imeem, Last.fm

Entretenimento

Mundos virtuais: Second Life
Jogos online: World of Warcraft
Compartilhamento de jogos: Miniclip.com


Referências
YANAZE, Mitsuru Higuchi. Gestão de Marketing e Comunicação – Avanços e Aplicações. Editora Saraiva. São Paulo. Ano 2007.
Glossário Philip Kotler - Administração de Marketing - 12 Ed.
Imagens:
* www.sxc.hu
* www.orkut.com
* www.natura.com.br
* www.microsoft.com.br



 



 
Comentários
Arthur | 24/05/2009 | 03h03
Bom para os que estão saindo na frente nessa estratégia de monitoramento da satisfação do cliente. Vi alguns casos de comunidades que determinada pessoa falava mal de algum produto e o representante da empresa imediatamente entrava em contato para resolver a insatisfação. Para que essa informação tenha chegado a mim e para que eu esteja hoje comentando é porque foi algo que fez a diferença e por isso hoje compartilho através da ferramenta Web 2.0 com quem ler esse comentário.
Ivan Guimarães | 25/05/2009 | 11h06
Esta matéria vem colocar de forma clara e objetiva um procedimento que venho aplicando quando quero conhecer, ou comprar um determinado produto. Primeiro entro em comunidades confiiaveis e busco todas as informações que preciso e o profissional de mnarketing tem um papel muito importante nas empresas, que é proteger a imagem de suas marcas.
Douglas Henrique Justiniano de Santana | 23/06/2009 | 18h46
Os profissionais de marketing têm que seguir os consumidores, coletar e analisar informações sobre seus clientes existentes, potencias e estratégicos para uma campanha de marketing efetiva e personalizada. Entretanto, há outro lado que o marketing em consonância com as novas tecnologias tem enfrentado: a privacidade do consumidor. Empresas como E.LIFE se dedicam a monitorar e analisar o que os consumidores falam sobre os produtos e a marca nas mais diversas ferramentas interativas, como blospot, orkut e youtube; e entregam essas informações às empresas para que possam atuar estrategicamente no mundo digital. Porém, se a coleta de informações em banco de dados de clientes são importantes para se relacionar com os consumidores, então uma violação de privacidade é possível quando tais informações são utilizadas indevidamente, o que pode trazer impactos negativos tanto para consumidores quanto para as empresas. Segundo o e-bit, 72% dos consumidores online possuem renda acima de R$ 1000, 75% estão concluindo ou já concluíram o ensino superior e mais de 70% são jovens; e pesquisas da CGI.br - Comitê Gestor da Internet no Brasil -, apontam que o motivo de 29% das pessoas não comprarem pela internet se deve a preocupação em fornecer informações pela Internet. Os consumidores tem conhecimento de que suas informações podem estar sendo coletadas pelas empresas, apesar de não terem dimensão dessas informações, bem como são mais difíceis de serem convencidos a comprar e desejam participar do processo de marketing. Dessa forma, quando essas informações são comercializadas com terceiros sem o consentimento deles ou utilizadas de forma inapropriada, os clientes podem perceber essas práticas e causar danos a marca utilizando as mais diversas ferramentas interativas, reduzindo, assim, a lucratividade para os acionistas. Por isso, faz-se necessário a atuação estratégica do marketing de relacionamento para atenuar as preocupações com a privacidade e ações de branding para melhorar continuamente a imagem da marca na mente dos consumidores.
Thales Brandão | 23/06/2009 | 22h29
Gostaria de agradecer a participação de todos. Arthur, várias marcas já estão contratando profissionais para trabalhar exclusivamente monitorando a web. O profissional de marketing deve está preparado para interpretar a fala dos consumidores no ambiente online gerando assim oportunidades de marketing, relacionamento e monitoramento de reputação da marca. Ivan, obrigado pelas suas considerações. O consumidor está cada vez mais alerta e a busca da informação sobre o produto em comunidades virtuais está cada vez maior. Douglas, obrigado pelos seus comentários.
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